Fanatismo, autoritarismo e vassalagem
- Professor Seráfico

- 7 de jun.
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Até o jornalista William Wack, alinhado com as teses de direita, considera vassalagem dos zeros-à-esquerda e suicídio político de Trump, o novo tarifaço que o soba norte-americano parece em vésperas de decretar sobre os produtos brasileiros. Por isso, atribui ao fato, se se concretizar, como um presente do governante dos Estados Unidos da América do Norte ao Presidente Lula. Além disso, o jornalista, um dos poucos brasileiros que falam russo com fluência, considera fulcro da pendenga a criação do Pix. Qualquer que seja a direção para onde se aponte, há que ser dito estar com Wack a razão. Nas suas palavras, o ditador de olhos azuis não deseja aliança, mas vassalagem. E, nesse particular aspecto, ninguém desempenha com maior competência esse miserável papel, se não os membros dessa famiglia, que muitos veem não mais que uma milícia. Daí a expressão familicianos. O que daria mote para nomear uma péssima banda de música, por ventura nas paradas – famifelicianos. Contem-se os agregados. Não escapará mesmo aos menos informados, que os zeros-à-esquerda são exemplos ambulantes do que se tem chamado de síndrome de Estocolmo. Relembre-se que a expressão é usada para caracterizar o apego de pessoas sequestradas, dirigido a seus sequestradores. A vítima amando o seu algoz. Nos casos em que se têm envolvido os membros dessa famiglia, há de destacar as consequências dessa forma de render reverência e homenagem além do apego, aos que os molestam. Seria muito melhor vê-los levados ao lugar em que cabem suas vocações criminosas e os atos por elas inspirados, a cadeia. Sem a necessidade de impor aos brasileiros as penas aplicáveis aos delinquentes. É isso o que ocorrerá, todavia, caso permaneçamos na leniência que se torna cumplicidade, a desafiar o ordenamento jurídico do País e agredir os princípios básicos do que se conhece como Estado Democrático de Direito. Ao invés, todos poderemos nos tornar cúmplices de um estado autocrático de direita, com a possibilidade de transformarmos o que é uma república que teima em ser respeitada no concerto internacional, a um regime teocrático, em que o fanatismo, a discriminação e a ignorância constituem-se em fundamento. Só aos autoritários aproveitam o vassalo, o ignorante e o fanático.

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