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Declive

Enquanto no Brasil se afunila o processo que, segundo a expectativa dos melhores juristas, levará à passagem dos terroristas de 08 de janeiro de 2023 à condição de réus, Donald Trump continua a contribuir para a queda do império de que se julga dono. A arrogância e a prepotência que o olhar, os gestos e ações do Presidente norte-americano deixam à mostra não bastam para intimidar as nações e os povos até aqui ameaçados por ele. Se Canadá, Noruega, Panamá, Ucrânia e França foram diretamente desafiados, não se pode esperar que a lista de inimigos esteja completa. A perda de medo (dizer prestígio seria incabível) do império se faz de tal modo clara, que o Presidente francês, Emmanuel Macron insinua-se como líder da OTAN à moda francesa. As rusgas com a humilhada Ucrânia, de seu lado, ratifica o papel de títere desempenhado por Wolodmir Zelensky. A aproximação com a Rússia de Putin é igualmente reveladora. Sem deixar menos que evidente o medo que Donald Trump tem da China. É contra o governo de Xi Jin-Ping que se voltam o medo e a consequente fúria de Trump. Por isso, e porque grande parte do empresariado norte-americano recolhe extraordinários lucros no país de Ping, parece de antemão frustrado o desejo de retorno das empresas para os Estados Unidos da

América do Norte. Tudo isso misturado, basta incluir a tendência de o BRICs ser fortalecido com a entrada de outros países-membros, para perceber a aceleração do declínio do império. Anão ser que Trump repita Hiroshima e Nagasaki, é remota a probabilidade de retorno.












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