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Céu de brigadeiro

Não sei em quantas brigas se terá envolvido o tenente-brigadeiro Carlos Batista Júnior, ex-Comandante da força aérea, em sua longa carreira profissional. Também ignoro em quantas delas o militar saiu-se bem - ou, ao contrário, sentiu o sabor da derrota. Ganhar ou perder, matar ou correr, dentro e fora da caserna será sempre o dilema. Como o é cá fora, ostentemos uma arma na mão ou no coldre; tragamos um estetoscópio preso ao pescoço ou carreguemos telas, pincéis e paletas a caminho de um estúdio. Sei, porém, pelas palavras do militar e tudo o mais já fartamente divulgado, como ele se faz merecedor do respeito e da consideração devidos aos que optam por ser livres, porque sabem quanto só a democracia pode assegurar a liberdade. A todos, tenham ou não nas mãos armas ou canhões em suas costas. A versão apresentada por ele à Primeira Turma do STF, está mais próxima das evidências levadas aos investigadores da PF, que versões preferidas por outros interessados. Ainda mais, quando os contrariados com o relato do brigadeiro estão no banco dos réus ou são seus advogados. Com o risco de substituir o general Freire Gomes na posição de quase-herói, o tenente-brigadeiro Carlos Baptista Júnior disse mais do que esperavam os seus antigos camaradas da sua e das outras forças. E, porque tem credibilidade, pode complicar ainda mais outros figurões, como o ex-Chefe da Casa Civil, general Braga Netto. Os cuidados do ex-Comandante da Aeronáutica, agora, devem dirigir-se à eventualidade de constar da lista que colocava Lula, Alckmin e Alexandre Moraes como alvos do punhal patriótico. Não é difícil transitar do paraíso ao inferno. Dante Alighieri diria melhor.

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