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Costumes

Demorará pouco, até que a hipocrisia substitua o nome dado a montanhas de dinheiro, no Brasil. A alternativa é o cancelamento de zeros constantes nas cifras correspondentes. Já não se fala em milhões, tornada uma velharia. Pelo menos, nos golpes dados contra o Fisco, nas multas aplicadas pelo poder público e não pagas, na ajuda que os contribuintes damos aos mais necessitados. Sem esquecer os favores concedidos a defensores da iniciativa privada, cujos primeiros milhões saem das burras do Erário. Pois é de bilhões a descarga do Bolsa-família nas contas bancárias dos gestores da jogatina. Isso tudo, quando o Congresso Nacional tem maioria auto-proclamada defensora dos costumes. Juntos e misturados, pela impossibilidade de haver diferença entre eles, os parlamentares que se dizem de centro (!) e de direita preocupam-se também em dizer-se cristãos e alardear fidelidade ao pregador da Galileia. Além, é óbvio, de se autoatribuirem a defesa dos costumes. Não lhes importa a qualidade dos costumes de que se dizem portadores ou praticantes, eis que suas folhas corridas não lhes permitiria chegar a tanto. A jogatina corre solta, os beneficiários legítimos (os há, também, da categoria oposta) do Bolsa-família derramam bilhões na busca de reduzir seu endividamento, sem que algum desses costumeiros ilusionistas façam qualquer coisa que desagrade os capi do jogo. Numa função quase educativa, se não fosse ironia exagerada dize-los realmente preocupados com os costumes. Trata-se, porém, de identificar suas ações como um bom e dedicado serviço aos maus costumes. Dos outros, que tratem os otários que se deixam enganar e ainda louvam os mal-acostumados.

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