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- Professor Seráfico

- 2 de mar. de 2025
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Sentimentos e emoções de que só os humanos são capazes tomaram todo o território nacional. A escolha do filme brasileiro Ainda Estou Aqui coloca-nos na posição a que já renunciaram os espíritos identificados com a violência e a barbárie. Mais que um belo e oportuno filme, a obra dirigida por Walter Salles Júnior é, a um só tempo, um testemunho e um brado de alerta e condenação da brutalidade em que se encaminha o Mundo. Os pretendidos deuses sem olimpo, os mitos esfarrapados, devem sentir-se mal, incomodados no grau correspondente à alegria dos que desejam a paz e a solidariedade - ambiente em que não podem prosperar a perversidade e a malignidade de que são possuidores e possuídos. Ontem, um homem trabalhador, e representante de uma parcela da população, foi sequestrado porque praticava o crime de ajudar perseguidos pela ditadura. Cidadão digno dedicado à familia, dela se viu separado, para nunca mais voltar. Ao ambiente familiar em que prevalecia o amor multiplicado entre pais e filhos, não foi devolvido. Por isso, permanece em prática o crime iniciado em 1971. Este é o testemunho. A advertência tem a ver com a necessidade, tão urgente quanto educativa, de punir com rigor os que praticaram, aplaudiram e saúdam e se mostram interessados em repetir a criminosa conduta. Também é o reconhecimento, em dimensão planetária, de quanto pode nossa arte em defesa daqueles sentimentos e interesses característicos da verdadeira humanidade. Por isso, continuará a luta que, breve tanto quanto o possa ser, nos livrará, no Brasil e fora dele, dos seres malignos aparentando humanidade, escondendo a monstruosidade de que são portadores.

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