Carril, aos 61
Lúcio Carril*
Quanto orgulho de completar 61 anos. A velhice me honrou muito este ano. A história não acaba enquanto houver vida. Os velhos se fizeram futuro no segundo turno da eleição presidencial.
Chego aos 61 anos feliz.
A felicidade não se tornou líquida na minha vida porque não aceitei as futilidades do capitalismo.
Quando muita gente pensa no consumo, penso no amor.
Enquanto muita gente se desumanizou, fui buscar a humanidade no abraço fraterno dos meus amigos e amigas.
Amo todos vocês.
Já não sou mais jovem. A velhice chegou com a honra de ser pai de duas mulheres maravilhosas. Minhas filhas são maiores do que minha própria existência.
Caramba. Quanto amor tenho por vocês.
Acordei hoje cedo e olhei pra Carla, meu amor. Quanta sorte em chegar aos 61 anos com uma mulher plena, admirável, cheia de esperança.
Obrigado.
Chego aos 61 anos como um ser que se encontrou com a humanidade. Sigo tentando me tornar melhor. É uma busca interminável.
Sou gente por causa de todos vocês.
_______________________________
*O autor, sociólogo, é assiduo frequentador deste blogue.


Comentários