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Um brado de dignidade

há 8 minutos
6 min de leitura

Paulo Emílio Martins*


Que se acendam as chamas. Que suba a fumaça. Que rufem os tambores. Que despertem os corações.


Ó forças antigas desta terra,

espíritos das matas, das águas e dos céus,

ancestralidade que precede nossas fronteiras,

memória viva dos povos que aqui habitam:


Escutai nosso chamado!


Tupã, força do trovão,

que tua voz ecoe sobre esta terra!

Que o estrondo desperte os adormecidos,

que a coragem atravesse nossos corpos

e que nenhuma ameaça nos faça ajoelhar

diante daqueles que desejam dominar nosso povo.


Jaci, luz que atravessa a noite,

guia-nos quando tentarem nos confundir.

Que a verdade ilumine os caminhos,

que a esperança resista às trevas

e que nenhum coração se entregue ao medo daqueles que desprezam a liberdade.


Guaraci, força do Sol,

aquece a chama da resistência!

Que tua luz revele as mentiras,

que teu calor fortaleça os que lutam

e que um novo dia encontre este povo

de pé, consciente e livre.


Anhangá, espírito guardião das matas,

força indomável dos lugares selvagens,

recorda-nos que a terra não nasceu propriedade

dos poderosos que desejam governá-la.

Que saibamos defender o que vive,

proteger os vulneráveis

e resistir a quem pretende destruir

nossa liberdade e nossa soberania.


Pela força da Terra!

Pelo trovão dos céus!

Pela luz da Lua!

Pelo fogo do Sol!


Que o Brasil permaneça livre!

Que o povo permaneça soberano!

Que a democracia resista e vença!


Pretos Velhos, ancestralidade de sabedoria,

paciência, memória e resistência,

que a experiência daqueles que atravessaram

a violência, a escravidão e a negação da humanidade

nos ensine a não confundir paz com submissão,

nem perdão com esquecimento.


Que tenhamos a serenidade para discernir,

a firmeza para dizer não,

a sabedoria para não reproduzir o mal que combatemos

e a coragem de proteger quem mais precisa.


Caboclos, força e memória das matas,

guerreiros e guardiões nas tradições que vos reverenciam,

que a determinação nos atravesse!

Que não nos falte firmeza para defender a terra,

que não nos falte coragem para defender os povos,

que não nos falte união para defender

o direito de existir em liberdade.


Que cada casa seja um ponto de resistência.

Que cada voz seja uma chama.

Que cada tambor seja um chamado.

Que cada pessoa seja guardiã da democracia.


Não estamos reunidos em um único lugar,

mas nossas intenções se encontram.


Não temos um único altar,

mas cada espaço sagrado acolhe nosso propósito.

Não temos uma única voz,

mas nossas palavras são as mesmas.


Somos muitos.

Estamos em muitos lugares.

Erguemos a mesma intenção.


Que a opressão encontre resistência.

Que o autoritarismo encontre limites.

Que a mentira encontre a verdade.

Que o racismo encontre a justiça.

Que o ódio encontre a coragem de quem não se cala.


Que nenhuma fé seja perseguida.

Que nenhum povo seja silenciado.

Que nenhum trabalhador seja tratado como descartável.

Que nenhuma mulher tenha seus direitos arrancados.

Que nenhuma criança herde um futuro governado pelo medo.


Pelas florestas e pelos rios,

pelas cidades e pelos campos,

pelos povos originários,

pelos ancestrais africanos,

pelos trabalhadores desta terra

e por todos aqueles que sonham com um Brasil livre:


LEVANTAMOS NOSSA FORÇA!


Que a energia que despertamos

Se fortaleça na fumaça,

Se cresça no tocar dos tambores,

Irradia quando se acesnder as velas


Que ela se transforme em coragem.

Que ela se transforme em solidariedade.

Que ela se transforme em consciência.

Que ela se transforme em ação.


Pois a democracia não se protege sozinha.

A soberania não se sustenta sem o povo.

E a liberdade exige que permaneçamos vigilantes.


Tupã, que tenhamos coragem!

Jaci, que tenhamos clareza!

Guaraci, que tenhamos esperança!

Anhangá, que saibamos proteger esta terra!

Pretos Velhos, que tenhamos sabedoria!

Caboclos, que tenhamos firmeza!


E que todos os nossos caminhos de resistência

se encontrem na defesa da vida,

da liberdade, da justiça

e da soberania do povo brasileiro.


PELA TERRA!


PELOS POVOS!


PELA LIBERDADE!


PELA SOBERANIA!


PELA VITÓRIA DA DEMOCRACIA!


Que assim seja firmado em nossa intenção,

sustentado por nossas ações

e defendido por nossas mãos.


O Brasil não pertence aos tiranos.

A soberania pertence ao povo.

Levantamento coletivo de energia pela soberania, pela liberdade e pela democracia


Que se acendam as chamas. Que suba a fumaça. Que rufem os tambores. Que despertem os corações.


Ó forças antigas desta terra,

espíritos das matas, das águas e dos céus,

ancestralidade que precede nossas fronteiras,

memória viva dos povos que aqui habitam:


Escutai nosso chamado!


Tupã, força do trovão,

que tua voz ecoe sobre esta terra!

Que o estrondo desperte os adormecidos,

que a coragem atravesse nossos corpos

e que nenhuma ameaça nos faça ajoelhar

diante daqueles que desejam dominar nosso povo.


Jaci, luz que atravessa a noite,

guia-nos quando tentarem nos confundir.

Que a verdade ilumine os caminhos,

que a esperança resista às trevas

e que nenhum coração se entregue ao medo daqueles que desprezam a liberdade.


Guaraci, força do Sol,

aquece a chama da resistência!

Que tua luz revele as mentiras,

que teu calor fortaleça os que lutam

e que um novo dia encontre este povo

de pé, consciente e livre.


Anhangá, espírito guardião das matas,

força indomável dos lugares selvagens,

recorda-nos que a terra não nasceu propriedade

dos poderosos que desejam governá-la.

Que saibamos defender o que vive,

proteger os vulneráveis

e resistir a quem pretende destruir

nossa liberdade e nossa soberania.


Pela força da Terra!

Pelo trovão dos céus!

Pela luz da Lua!

Pelo fogo do Sol!


Que o Brasil permaneça livre!

Que o povo permaneça soberano!

Que a democracia resista e vença!


Pretos Velhos, ancestralidade de sabedoria,

paciência, memória e resistência,

que a experiência daqueles que atravessaram

a violência, a escravidão e a negação da humanidade

nos ensine a não confundir paz com submissão,

nem perdão com esquecimento.


Que tenhamos a serenidade para discernir,

a firmeza para dizer não,

a sabedoria para não reproduzir o mal que combatemos

e a coragem de proteger quem mais precisa.


Caboclos, força e memória das matas,

guerreiros e guardiões nas tradições que vos reverenciam,

que a determinação nos atravesse!

Que não nos falte firmeza para defender a terra,

que não nos falte coragem para defender os povos,

que não nos falte união para defender

o direito de existir em liberdade.


Que cada casa seja um ponto de resistência.

Que cada voz seja uma chama.

Que cada tambor seja um chamado.

Que cada pessoa seja guardiã da democracia.


Não estamos reunidos em um único lugar,

mas nossas intenções se encontram.


Não temos um único altar,

mas cada espaço sagrado acolhe nosso propósito.

Não temos uma única voz,

mas nossas palavras são as mesmas.


Somos muitos.

Estamos em muitos lugares.

Erguemos a mesma intenção.


Que a opressão encontre resistência.

Que o autoritarismo encontre limites.

Que a mentira encontre a verdade.

Que o racismo encontre a justiça.

Que o ódio encontre a coragem de quem não se cala.


Que nenhuma fé seja perseguida.

Que nenhum povo seja silenciado.

Que nenhum trabalhador seja tratado como descartável.

Que nenhuma mulher tenha seus direitos arrancados.

Que nenhuma criança herde um futuro governado pelo medo.


Pelas florestas e pelos rios,

pelas cidades e pelos campos,

pelos povos originários,

pelos ancestrais africanos,

pelos trabalhadores desta terra

e por todos aqueles que sonham com um Brasil livre:


LEVANTAMOS NOSSA FORÇA!


Que a energia que despertamos

Se fortaleça na fumaça,

Se cresça no tocar dos tambores,

Irradia quando se acesnder as velas


Que ela se transforme em coragem.

Que ela se transforme em solidariedade.

Que ela se transforme em consciência.

Que ela se transforme em ação.


Pois a democracia não se protege sozinha.

A soberania não se sustenta sem o povo.

E a liberdade exige que permaneçamos vigilantes.


Tupã, que tenhamos coragem!

Jaci, que tenhamos clareza!

Guaraci, que tenhamos esperança!

Anhangá, que saibamos proteger esta terra!

Pretos Velhos, que tenhamos sabedoria!

Caboclos, que tenhamos firmeza!


E que todos os nossos caminhos de resistência

se encontrem na defesa da vida,

da liberdade, da justiça

e da soberania do povo brasileiro.


PELA TERRA!


PELOS POVOS!


PELA LIBERDADE!


PELA SOBERANIA!


PELA VITÓRIA DA DEMOCRACIA!


Que assim seja firmado em nossa intenção,

sustentado por nossas ações

e defendido por nossas mãos.


O Brasil não pertence aos tiranos.

A soberania pertence ao povo.

E a chama da democracia permanecerá acesa!E a chama da democracia permanecerá acesa!

_______________________________________________________________________________

*Engenheiro mecânico, doutor em Administração (EAESP/FGV) e coordenador nacional do Núcleo de Estudos de Administração e Pensamento Social - UFF/ABRAS, o autor é também poeta. O texto o atesta!

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