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Bons dias, Machado!

Pode resultar em nada a manifestação em frente à sede do Banco Itaú, na Faria Lima. Lá, reuniram-se pessoas indignadas com o trabalho da maioria dos atuais congressistas, cada dia mais representativos dos interesses anti-populares. Não se descarte, porém, a hipótese contrária. Aquele ato pode conter o germe de mobilização popular capaz de repetir ou superar as marchas de 2013, com sentido e objetivos substancialmente diferentes. Enquanto grande parte da sociedade brasileira gritava contra as dificuldades econômicas sofridas pela maioria da população, as lideranças da mobilização tratavam de pautar debates e decisões que nos trouxeram a derrubada de Dilma Rousseff, as reformas anti-trabalhadores de Temer, a eleição de Kim Kataguiri e assemelhados, e, a eleição para a Presidência da República de um militar excluído das forças armadas por má conduta. Na esteira daquela mobilização detonada com o pretexto de impedir a majoração da tarifa dos transportes urbanos, vieram outros produtos, todos eles assegurando o enriquecimento dos mais ricos, o enfraquecimento da classe média e a precarização do trabalho. Essa tem sido nossa história, desde quando a ditadura passou a ser vista como o reino das maravilhas, sob as bênçãos de deuses devotados ao mal. Nem precisa lembrar que a tortura passou a ser considerada um direito a ser exercido por quantos acham louvável e natural viver numa sociedade extremamente desigual. Mesmo quando, à falta de argumentos razoáveis e inspirado por sentimentos do mais tacanho e perverso humanitarismo, prevalecem a mentira e a violência. Daí, será sábio apreciar o quanto promissor pode ter sido o encontro da última semana, frente ao edifício da Faria Lima. Fugir às práticas e táticas dos golpistas desmoralizados em 08 de janeiro de 2023, mas ainda em plena atividade criminosa, será o primeiro cuidado a observar. Isolar alguns comunicadores que se comportam como os conhecidos e ignorados produtores e divulgadores de mentiras, é outro dos cuidados a serem levados em conta. Não faltam temas e problemas capazes de levar às ruas as vítimas das políticas ditas neoliberais, o que equivale dizer a grande maioria da população brasileira. No reino dos animais ditos irracionais, a abelha-rainha lidera por determinação da natureza. Ainda que os rebanhos humanos dependam de algum ser tomado como superior pelos seus iguais, o conjunto dos cidadãos pode dispensar-se desse constrangimento. Na e da mobilização há sempre de surgir quem se disponha a marchar na frente e iluminar os caminhos da democracia. É caminhando que se abrem os caminhos. Disse-o um poeta, na língua de Cervantes. E falta pouco mais de um ano para que a semente de que se faz a Política - a vontade humana - nos convocará às urnas. Aí, então, saberemos se nossa vocação é a de homens livres ou a de lacaios.

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