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Anormalidade institucional

De qualquer outro brasileiro pode-se admitir seriedade, ao denunciar e reclamar da iminência de um rompimento institucional. Inadmissível, no entanto, atribuir qualquer virtude, quando o denunciante e reclamante não tem feito outra coisa, senão instaurar no País o ambiente propício à ruptura política e social. O texto é um, enquanto o contexto rejeita sua validade, por várias e graves razões. A primeira delas, porque está cada dia mais próxima a sentença que surpreenderá o principal acusado de tramar, dirigir e estimular um golpe de estado. Apenas a consequência inevitável do devido processo legal, em que o maior volume de provas foi produzido espontaneamente pelos próprios delinquentes. Depois, porque durante toda sua gestão - de 2019 a 2022 - , o atual réu responsabilizado por um elenco de crimes não fez outra coisa senão instaurar intranquilidade na sociedade brasileira. Há, ademais, outras agravantes que põem por terra a possibilidade do menor êxito do ex-Presidente brasileiro, e anulam a probabilidade de emprestar algum crédito às suas palavras. O apelo à intervenção de governo estrangeiro, por si só, configura crime de lesa-pátria. A participação de pessoas a ele vinculadas, inclusive por laços de sanguinidade, torna maior ainda a agressão à soberania do Brasil. Embora os objetivos pessoais do ex-Presidente e do seu guru sejam parcialmente comuns, neste caso só os ínscios não percebem a grande diferença. Trump vê ruir sob sua batuta o império que não conseguiu expandir. Seu fiel seguidor deseja apenas livrar-se de ver o sol quadrado. A repercussão mundial da ousadia criminosa de Trump e sua laia anuncia que o BRICS e o papel do Brasil nesse novo grupo de países tenderá a fortalecer-se. Fica mais próxima portanto, a hora em que nova moeda será emitida. Nela, o atestado de óbito de mais um império.

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