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Ainda bem

Leio, graças à generosidade de um amigo, texto interessante sobre uma das agulhas de minha bússola. O amigo - e cunhado generoso - é Altamir da Costa Bastos. Médico, leitor voraz de Freud e Eça de Queiroz, o otorrinolaringologista aposentado é também, apreciador e conhecedor de música clássica. Não estão excluídos de sua atenção e crítica, o tango e a MPB. O texto recebido dele foi escrito pelo professor de Filosofia, História e Sociologia, Arlindenor Pedro. Com o título Tempos Modernos - Uma crítica à sociedade industrial, editada no sítio Ensaios Textos Libertários, o autor comenta a obra-prima de Charles Chaplin, produzida em 1936. Carlitos, a criatura criada e dirigida pelo genial humanista francês, tem lugar garantido na bússola com que tento dar rumo à minha vida. Por isso, o doce e humano vagabundo se junta a Dom Quixote, uma espécie de seu irmão literário, e a outras das agulhas do instrumento orientador de minha navegação neste mar chamado Vida, para compor livro editado em 2011. Jesus e Che Guevara - tão diferentes entre si, como semelhantes - são as outras agulhas. O livro, editado pela Valer, de Manaus, no que toca à criatura de Carlitos tem muito a ver com o texto libertário de Arlindenor. Talvez por isso, trouxe-me de volta à memória tempo que já vai cerca de 30 anos distante. Dos últimos anos de meu exercício diário do magistério, mais uns escassos anos pós-aposentadoria. Então, eu compunha o quadro docente de cursos de pós-graduação em Administração de Recursos Humanos, oferecido pela UFAM. Ministrada por primeiro às turmas de futuros especialistas, a disciplina Comportamento Humano na Organização funcionava como atrativo de interessados em conhecer face frequentemente negligenciada no estudo do fenômeno social chamado Administração. O curso consistia em projeção do filme a que alude o professor Arlindenor, seguido de comentários e discussão de que participávamos todos, professor e alunos. Não houve um só desses cursos em que a disciplina Comportamento Humano ocupasse lugar diferente do primeiro. Na ordem cronológica e na preferência e gratidão dos alunos. Constato, passadas 3 décadas, quão próximas as ideias e conclusões de Arlindenor Pedro e as minhas. O que confirma a imortalidade do cineasta que ofereceu ao mundo um conceito dignificante do ser humano. Carlitos não é menos que isso.

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