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Acompanhamento

Acompanhar a conduta dos nossos contemporâneos, se não deve levar à criação de preconceitos, inveja e rivalidades, ao menos poderá se prestar à orientação do cidadão, de dois em dois anos. Refiro-me ao espaço entre uma e outra eleição, a municipal (quando prefeitos e vereadores são escolhidos) e a que se chama geral (para escolha do Presidente da República, senadores, e deputados federais e estaduais). Se o eleitor foi pouco mais atento, porá a memória em funcionamento e chegará à mínima condição de ser justo. Tomemos, por exemplo, a euforia revelada pelas autoridades amazonenses e empresariado, diante das recentes decisões do governo federal. Foi dele a oferta de condições reiteradamente reivindicadas pelo PIM- Polo Industrial de Manaus, como forma de manter a competitividade da zona franca. É desse segmento da sociedade local que procede grande parte da fortuna amealhada, graças aos incentivos e favores oficiais, que financia a campanha eleitoral. No entanto, Lula não teve votação maior que a do seu adversário. Com a agravante de que o companheiro de chapa, o ex-governador paulista Geraldo Alckmin, enquanto não se aproximou de Lula, era combatido como inimigo do PIM. Como vice-Presidente e Ministro do Desenvolvimento Econômico, Alckmin nada fez para impedir que as atividades do Polo Industrial de Manaus continuassem a gerar extraordinária riqueza, nem para levar os aquinhoados a contribuir de forma justa com os programas e atividades sociais promovidas pelo governo. Não bastará a Lula e a Alckmin, menos ainda à população de Manaus e do Amazonas, o quase certo título de cidadãos que ambos, não demora, receberão das casas do legislativo, estadual e municipais. Essa rem sido a regra, muitas vezes imerecida pelos homenageados. É preciso engajar-se nos programas de recuperação da economia nacional, com os olhos postos menos nas caixas registradoras de cada empresa, e mais no futuro que deixaremos para nossos pósteros. Sem subserviência de qualquer índole, sem dependência dos cofres e favores públicos, apenas inspirados na certeza de que todos nascemos e crescemos alimentando a esperança - de terceiros, mais que a nossa mesma - de deixar um mundo melhor para nossos sucessores. Muto menos é de gratidão que trato, mas cobro um comportamento cidadão, que enxergue o coletivo, e seja compreendida a impossibilidade de ser feliz em meio a tanta infelicidade. Algo que os maledicentes, por ignorância alguns, outros por perversidade, consideram um sonho de Quixote. Sem lembrar, qualquer deles, que Quixote é bem melhor que Átila, o rei dos hunos. Ou Herodes. Ou Calígula. Ou...

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