top of page

Abutres políticos

Faz poucos dias, Lula chamou pelo nome adequado o massacre do povo palestino. Comparando-o com o Holocausto, o triPresidente desagradou a direita brasileira e todos os que comungam dos desvalores praticados pelo desgoverno que o antecedeu. Acossados pelas autoridades policiais e objeto da legítima e justa persecução judicial, os golpistas e seus porta-vozes tentaram incompatibilizar Lula com a população e as lideranças internacionais. Enquanto esperam a sentença que não se prevê menor que a condenação dos envolvidos nas ações terroristas frustradas em 08 de janeiro, lançam mão de qualquer pretexto para desviar a atenção da sociedade. Há os que ainda apostam na eficácia das fake-news, porque o desespero os faz ainda menos inteligentes do que tentavam aparentar. Dão-se mal, porque abundam e todo dia aparecem provas contundentes a respeito dos crimes por eles cometidos. Agora, não é apenas a maioria dos brasileiros a concordar com as declarações do Presidente da República acerca da matança promovida por Benjamin Netanyahu. É da sociedade internacional, pelas lideranças e governantes, que vem o endosso. Não é outra coisa que inspira o Primeiro-Ministro de Israel. Ele também é refém do desespero que costuma afetar os espíritos fracos. E, como tantos ditadores que se tem conhecido, vão às últimas consequências, mesmo à custa do extermínio de povos e raças. Além dos fabricantes de armas, a fraqueza moral e o autoritarismo que em geral vem dela beneficiam-se da guerra. A esses cabe com precisão a classificação de necropolíticos. Como os abutres, a morte é que os alimenta.

Posts recentes

Ver tudo
Além de uma declaração

Mais que simples declaração de apoio à resistência do governo brasileiro, a manifestação de Xi-Jin Ping embute outros significados. Basta examinar o contexto em que o Presidente chinês fala, não o mom

 
 
 
De pé quebrado

Nada poético, muito menos programático, o lançamento do ortopedista Ronaldo Caiado à Presidência da República não fugiu ao ideário da direita. Por enquanto divergente do representante do condenado em

 
 
 
Corda e enforcado

A oficialização de candidaturas à Presidência da República, ocorrida ontem, proporcionou episódios que, sem surpresa, têm a aparência das peças teatrais de Samuel Beckett. Puro teatro do absurdo. Sem

 
 
 

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page