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A paz dos belicosos

Deu-se agora para clamar pela paz dos brasileiros, porque o mais belicoso deles viu frustrada sua intenção de matar os 30.000 seres humanos que o golpe militar de 1964 não conseguiu. Nem a manifestação das urnas em 2022 autorizou. Abundantes, as provas reveladas por um devido processo legal não deixam dúvida alguma. Tem sido dos que só agora sabem o que são direitos humanos, o maior clamor. Como se todos os demais brasileiros nunca tivessem sua casa invadida pelas cenas de televisão reiteradamente produzidas pelos próprios reclamantes. Nenhum deles se lembra mais de crianças postas no colo do líder da organização criminosa (título concedido pelo Poder Judiciário), sendo-lhes ensinada como usar armas de fogo. Foram oportunamente apagadas da memória dos chorosos de hoje as proclamações e zombarias características da forma de tratamento dado pelo condenado às vítimas da covid-19. Também não lhes parece mais que o delírio dos cidadãos afastados de seus interesses, perversidade e autoritarismo, a repetida louvação da tortura e a reverência aos criminosos que a praticaram. Ora, quem proclamou interesse por pacificar o ambiente político e social do Brasil foi o vencedor as eleições de 2022. No discurso de posse, o atual Presidente da República disse alto e bom som que se dedicaria a promover a união da sociedade e a recuperação da economia. Esse aceno, no entanto, teve como resposta dos hoje praticantes do mimimi, a tentativa de matar Lula, seu vice-Presidente Geraldo Alckmin e o Ministro do STF, Alexandre de Moraes. Nem se precisa lembrar dos assassinatos de várias pessoas ligadas às esquerdas, sendo duas delas uma vereadora da cidade do Rio de Janeiro e seu assessor. Quanto mais próximo fica o momento de recolher às penitenciárias os condenados pela Justiça brasileira, mais aumenta o clamor desses pacifistas tão falsos como falsos cristãos (pois assim se intitulam), na esperança de que lhes seja concedida a piedade que não tiveram a menor intenção de pôr em prática. Alguns deles, em nenhum momento de suas improdutivas e nocivas existências. Zombaram dos infectados pela covid-19, tripudiaram sobre seus cadáveres (cerca de 200.000 dos quais produzidos pela perversidade que ostentam), tentaram desmoralizar as instituições republicanas e democráticas, curvaram-se e se aliaram aos apetites de lideranças estrangeiras e causaram dificuldades à economia em recuperação.  Agora, com a assessoria do maior beneficiário do golpe que tirou o mandato de Dilma Roussef, reivindicam pacificação a que sempre deram as costas. Embora os covardes antes capazes das piores bravatas não sejam tratados como sempre trataram os que consideram inimigos, a eles não pode ser oferecido qualquer prêmio. Nem é isso o que a esquerda brasileira e as pessoas de bem desejam. Basta que sejam mantidas as penas aplicadas por quem, segundo a Constituição, pode e deve fazê-lo. Só assim será alcançada a paz que os terroristas de 08 de janeiro de 2023 pedem, ainda que absolutamente oposta à sua vocação e propósito. É isso o que a História nos diz.

 

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