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A floresta e seus animais

Amigo meu, médico das antigas, costuma revelar sua incredulidade a respeito de muito do que se diz de seus colegas mais modernos, quando a estes são atribuídos crimes ligados à conduta nada hipocrática por eles adotada. Não há médico que saia de casa planejando matar qualquer de seus pacientes. Talvez agora ele se ponha a refletir sobre a extrema ingenuidade em que incide. Se é que numerosos episódios relativos à pandemia, Brasil adentro, ainda não alteraram sua apreciação sobre os seres humanos, especialmente os colegas, com predominância dos mais novos. Agora, ele e todas as pessoas que mantêm firme a crença de que não há mal planejado - e lucrativo, dispõem de fartas e esclarecedoras informações, a que teve acesso a maldita Interconect. Com a particularidade de os fatos apurados pela Polícia de Mato Grosso terem origem na cidade de Alta Floresta, o que traz a trágica ironia de que maior a floresta, maior a animalidade dos quadrúpedes que a habitam. Alguns dirão que no Município do Centro-Oeste brasileiro não aconteceu um só ato diferente de tantos quantos se registraram em quase todas as unidades da Federação, de alguma forma ligados à pandemia da covid-19. Quando foi negado aos infectados pelo vírus em Manaus o oxigênio necessário a mantê-los vivos, dificilmente essa perversidade encontraria rival à altura. Há, nos episódios de que os policiais mato-grossenses cuidam, a confirmação cabal das intenções repudiadas pelo meu amigo médico. A tal ponto, que dirigentes do Estado e profissionais da Medicina e empresários de serviços correlatos se acumpliciam e conseguem aumentar em 33 milhões de reais seu patrimônio, enquanto os cemitérios do País recebem os corpos produzidos nos hospitais. O caso de Mato Grosso deveria servir de exemplo, para mostrar à sociedade a quanto pode chegar a ambição humana(?). Pior, dirá da prevalência pelo dinheiro, que o bispo da Antióquia, depois sagrado São Basílio, considerava o esterco da sociedade. Pois o esterco que emerge das investigações iniciadas em março deste ano desnuda a grossa bandalheira que, em sã consciência, ninguém garantirá ausente em alguma das localidades atingidas pela pandemia. Dou o link onde os indignados alimentarão seus sentimentos - nojo, ódio, indiferença, simpatia, não sei - e optarão por endeusar charlatões ou chamar a Polícia: https://www.intercept.com.br/2023/06/13/medicos-queriam-fim-do-lockdown-para-lucrar-na-pandemia/

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