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A batalha da hora

há 12 minutos
1 min de leitura

Registra-se, mais uma vez, a aflição dos rentistas descompromissados senão com a acumulação que os beneficia. Mais do mesmo, a pressão para que o tetra-Presidente anuncie o nome do novo Ministro da Economia constitui preocupação máxima e por enquanto exclusiva, nos arraiais de que a Faria Lima é o símbolo. Lembrando o processo que resultou na indicação e nomeação de Joaquim Levvy para aquela pasta, não pode passar despercebida dos brasileiros a tentativa de mais uma vez constranger o governo a seguir roteiro que lhe pretendem impor os produtores e beneficiários da desigualdade social com a qual convivemos. Não é que os grupos de pressão devam ser eliminados. Admitir isso seria o mesmo que mostrar descrença e reservas quanto à democracia. É exigível, no entanto, cada dia avançar mais, na destruição do papel de gestor dos interesses da classe economicamente dominante, devido à captura do Estado pelos que dele se aproveitam, no pernicioso processo de privatização. Neste caso, não se trata apenas de transferir o patrimônio público aos apetites e caprichos - perversidade, também - do capital. A tal ponto, que soa exagerado dizer-se do estado que é uma instituição pública, dadas sua forma de apropriação de tudo quanto se refere à riqueza nacional, dos recursos naturais contidos em nosso solo e subsolo e dos sonhos mantidos pela maioria da população. Por isso, torna-se, mais que oportuno, indispensável conhecer o que diz Roberto Amaral, em texto postado neste blog, no próximo domingo. Em Terceiro turno, a batalha da vez, o ex-Ministro da Ciência e Tecnologia sabe dizê-lo com maior autoridade e contundência.

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