Sinais
- Professor Seráfico

- há 4 horas
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Começam a surgir no horizonte político nuvens que podem ameaçar e frustrar candidatos em plena campanha antecipada. Sem água, mesmo assim poderá desabar tempestade, devastadora para muitos dos que veem um mandato como habeas-corpus e seus tranquilizadores efeitos. Declarações e atos proferidos e cometidos por protagonistas da cena política ou seus mais próximos apoiadores firmam e aumentam a probabilidade de novas defecções. Já se contam, em passado recente, pelo menos duas, a da ex-primeira dama e a do senador Aécio Neves. A primeira, em lance que fragiliza a candidatura de seu enteado. A do neto de Tancredo, nada mais que nova pá de terra na cova do moribundo PSDB. Se prosseguir no ritmo e na continência diante das leis penais, a Polícia Federal imporá constrangimento ainda maior a muitos candidatos, dentre eles o herdeiro do espólio político de um presidiário. Já se sentem rumores de que o suposto principal adversário de Lula pode abandonar a raia, antes do outubro que lhe pode ser fatal. Até fiéis aliados começam a avaliar a situação, diante, sobretudo, de uma constatação que começa a disseminar-se. O ainda candidato da direita, por atos e declarações, tem sido o melhor cabo eleitoral de seu adversário. A frequência com que Lula tem aparecido nos media e a forma como se expressa e o conteúdo de sua expressão antecipam o inevitável vexame a ser passado pelo herdeiro, em qualquer debate. Talvez esse, mais que a apuração de algumas peças da delinquência atribuível ao ainda opositor do atual Presidente, seja mais relevante que sua vida pregressa. Se o pai receber das autoridades policiais e judiciárias o tratamento determinado pela Constituição, aí então, começará novo round na disputa pelo espólio.

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