top of page

Sepultura política

Associações criminosas frequentemente são traídas por sua própria voracidade. Na ânsia por satisfazer seus maléficos apetites, os membros dessas organizações acabam por enrolar-se nas próprias cordas com que tentam enforcar os interesses e sonhos de suas vítimas. Nada muito diferente, quando agentes públicos transpõem as fronteiras nacionais e se arrogam o direito de interferir nas funções dos estados correspondentes, ou não. Vai-se esclarecendo, agora, o elenco de interesses que tentam justificar recentes decisões do pretenso dono do Mundo, em que pese a nocividade de sua ação corrosiva do prestígio granjeado - nem sempre com legitimidade - na comunidade internacional. Não têm sido poucas as vezes em que governantes norte-americanos intervêm, militarmente inclusive, em outras nações. Entre o final da segunda grande guerra e este 25° ano do terceiro milênio, dezenas dessas ações respondem pela matança de boa parte dos habitantes dos países invadidos. Às vezes, irmãos lutam contra irmãos, armados pelo governo do país interessado nas riquezas naturais de que são carentes. Outras vezes, levando ao sacrifício da vida de cidadãos das próprias forças invasoras. Na guerra do Vietnam e no golpe na Nicarágua de Arbenz encontramos exemplos que ajudam a entender essa trágica e infame realidade. Ainda hoje, a sociedade mundial percebe os riscos produzidos por essa conduta imperial. Todos estamos na iminência de ver reproduzir-se a tragédia de Nagasaki e Hiroshima, quando tem lugar, em Gaza, a reiteração do holocausto. Ironicamente, ação agora efetivada pelos sucessores das vítimas de Hitler. Porque os Estados Unidos da América do Norte experimentam uma das maiores crises de sua história, Donald Trump deixa no ar a promessa de fazer explodir a bomba atômica. As ofensas às nações que dispõem de jazidas de minerais estratégicos começam a ser percebidas pela comunidade internacional como a inspiração do tarifaço, junto ao qual é reivindicada a ruptura da soberania das nações. Torna-se clara, a esta altura, a necessidade de estimular os traidores das nações cuja riqueza natural inclui os minerais tão cobiçados. Governos soberanos, todavia, resistirão, enquanto os membros da associação maléfica cavam sua própria sepultura. Pelo menos, política.

Posts recentes

Ver tudo
O marco de amanhã

Amanhã, em sessão que se espera aberta a todos os brasileiros (e estrangeiros que se interessam pelo Brasil,) será julgada a liminar sobre os penduricalhos , como os chamou o Ministro Flávio Dino. A a

 
 
 
O calor está mais próximo

A todo soba animado por propósito imperial interessa fazer do Poder Judiciário, se não sua guarda pretoriana, o capanga dedicado à remoção da sujeira por ele mesmo produzida. Essa a concepção dos dita

 
 
 
Política e moral

Política e moral são antípodas? Ou, em outros termos, são conceitos absolutamente incompatíveis, impossiveis de conviver em paz? Uma sendo necessariamente excludente da outra? Se a resposta a essas in

 
 
 

Comentários


bottom of page