REPÚBLICA VELHA: Presidentes e Vice-Presidentes. Outras Considerações(1889 – 1930)
- Professor Seráfico

- 13 de dez. de 2025
- 3 min de leitura
Orlando SAMPAIO SILVA
Presidente Vice-Presidente
1º
(Eleição indireta)
Marechal DEODORO DA FONSECA(1889-1891)(Alagoas) / Marechal Floriano
Peixoto (Alagoas)
2º (Eleição indireta)
Mchal. FLORIANO PEIXOTO (1891-1894)(Al.) / - Não teve –
3º (Eleições diretas deste presidente e seguintes)
Adv. PRUDENTE DE MORAES (1894-1898)(SP) / Manoel Vitorino Pereira(BA)
4º Adv. CAMPOS SALLES (1898-1902)(SP) / Francisco Rosa e Silva (PE)
- Na eleição, concorreu com Lauro Sodré (Ten.Cel.)(PA) -
5º Adv. RODRIGUES ALVES (1902-1906)(SP) / Affonso Pena (MG)
6º Adv. AFFONSO PENA (1906-1909)(MG) / Nilo Peçanha (RJ)
7º Adv. NILO PEÇANHA (1909-1910)(RJ) / - Não teve –
8º Mchal. HERMES DA FONSECA (1910-1914) / Wenceslau Braz (MG)
- Nasceu no RS, família de AL, criado no RJ -;
- Concorreu, na eleição, com o adv. Ruy Barbosa(BA) (“Campanha
Civilista”) -.
9º Adv. WENCESLAU BRAZ (1914-1918)(MG) / Urbano Santos (MA)
- Ruy Barbosa pretendia se candidatar, outra vez, à Presidência, mas desistiu -
10º Adv. DELFIM MOREIRA (1918-1919)(MG) / (Delfim foi eleito Vice-
Presidente)
- O presidente eleito, Rodrigues Alves(SP), morreu antes de assumir. O Vice Delfim assumiu -.
11º Adv. EPITÁCIO PESSOA (1919-1922)(PB) / Delfim Moreira (1919-1920)
/ Bueno de Paiva (1920-1922)(SP) - Ruy Barbosa tb. concorreu à Presidência -.
12º Adv. ARTHUR BERNARDES (1922-1926)(MG) / Estácio Coimbra (PE)
13º Adv. WASHINGTON LUIS (1926-1930)(SP) / Fernando de Melo Viana (MG)
- W. Luis foi deposto pela “Revolução” de 30 e o candidato já eleito para sucedê-lo, JÚLIO PRESTES (SP) (seria o 14º), não assumiu a Presidência; quem assumiu foi Getúlio Vargas(RS), dando início à Ditadura Vargas. Havia terminado a Velha República -
Em 1891 foi promulgada a primeira Constituição Republicana.
Na República Velha ou Primeira República ou Velha República, os Presidentes
foram uma minoria constituída de três militares e dez civis-bacharéis em direito.
Com o golpe de estado que derrubou a monarquia e implantou a república, instalou-
se a “República da Espada” com os dois primeiros Presidentes, Marechais, eleitos pelo
Congresso Nacional (eleição indireta), já estando eles no exercício da Presidência pós golpes de estado. Mais tarde, o Marechal Hermes da Fonseca foi eleito presidente (eleição direta) apoiado por militares e por parte das oligarquias rurais. Assim, predominaram os advogados na Presidência, nesta que foi assim chamada “República dos Bacharéis”. Note-se que o advogado Ruy Barbosa, na oposição, candidatou-se duas vezes (tendo desistido em uma terceira) nas eleições presidenciais, infrutiferamente.
Neste período efetivou-se a “política dos governadores” e, a predominância política
e econômica de São Paulo e Minas Gerais, na escolha dos Presidentes, efetivando-se, sob este aspecto, a “política do café com leite”, com a prevalência dos interesses das oligarquias rurais.
Época marcada, por um lado, pela prática de eleições maculadas pela corrupção, agravadas por serem os “votos abertos” (não secretos) e os Presidentes “fazendo” os seus sucessores; por outro lado, pela ocorrência de diversos levantes armados, de civis e de militares, tais como, a “Guerra de Canudos”, as duas Revoltas da Armada, a Revolução Federalista gaúcha, a Revolta da Chibata, a Guerra do Contestado, a “Revolta de Juazeiro” (pe. Cícero) e os movimentos tenentistas. A “Revolução” de 30 assinalou o fim desta fase republicana com a implantação da Ditadura Vargas.
Dos políticos da República Velha, alguns atravessaram a Ditadura Vargas e ainda
vieram a participar da política nacional com a redemocratização. Arthur Bernardes foi
constituinte em 1946; Melo Viana foi senador constituinte e presidente da Assembleia Nacional Constituinte, em 1946. Wenceslau Braz, idoso, teve presença parcimoniosa na política nacional nesta fase. Arthur Bernardes - ao lado de outros nacionalistas civis e militares - integrou a Frente Parlamentar Nacionalista da qual foi presidente, e lutou em defesa dos recursos naturais do país e pela criação da Petrobrás.
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