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Preferência

De meu velho pai ouvi, certa vez o que lhe disse um vendedor de bananas. Tempo é questão de preferência, disse o homem humilde sem tirar o tabuleiro de frutas da cabeça. A frase soou a um pedido de desculpas, pela frustração do consumidor, a quem o outro prometera levar a fruta. E não o fez. Essa mesma pode ser a explicação de vários candidatos a prefeito de Manaus, ausentes em debate promovido para discutir assuntos e problemas ligados à educação municipal. Dos que deram alguma desculpa, o pretexto mal esconde seu desinteresse pelo tema. Agenda cheia ou o silêncio como resposta tentaram justificar a omissão dos candidatos ausentes. Tivessem, eles mesmos, alguma simpatia pelo tema, talvez não se apresentariam pela disputa do cargo. Sempre viveram de forma deseducada, como esperar que um dia chegassem a um bom nível de educação política? Se as operações matemáticas não são o seu forte e a capacidade para arrumar ideias (quando as há) em um simples texto ou discurso não se revela, na seara política são ainda mais analfabetos. Por preferência - sabe-se. Nem sempre os pretextos colam como desculpa. Os eleitores sabem disso. E poderão - se preferirem - dar o troco. Basta não dar o voto.

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