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Piratas modernos

Talvez se encontre algum ineditismo na conduta do Presidente norte-americano. Ao que se saiba, sobas, ditadores e imperadores não contam em seu currículo a transformação que a consciência de que seu império declinante determina, como Donald Trump. Por conta do desespero que o tem tomado, o imperador decadente tem feito mil e uma trapalhadas. Antes, suas trapalhadas envolviam apenas ações de ordem financeira. Até agora, ele parece ter-se dado bem. Quanto à política, a ameaça à paz mundial tem sido seu esporte preferido. Desde que chegou à Casa Branca, Trump não se cansa de dar demonstrações de sua vocação autoritária e sua sede por lucros e poder. Ou poder e lucros, uma coisa servindo exclusivamente à outra? A criatividade malsã, em pessoas como ele, parece não conhecer limites. Nem desligar-se do passado, desde que isso satisfaça suas desumanas intenções. Trazendo a pirataria que muitos de seus seguidores dizem combater, o autoproclamado imperador decadente usa o que de mais moderno a tecnologia bélica pode oferecer, como se está vendo na Venezuela. Só os cúmplices e seguidores dele fingem ignorar que a ameaça contra o país de Maduro não demorará a espalhar-se pela America Latina. Da qual o Brasil é parte. Se a Venezuela tem petróleo, as terras raras contidas em nosso território servirão de pretexto para a agressão. A belonave, como disse um fugitivo traidor, recentemente, poderá intimidar-nos, se conseguir subir ao Planalto Central.

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