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Perto do fim

Ontem, fechou-se o primeiro lustro, desde que a Organização Mundial da Saúde reconheceu a pandemia. Os cinco últimos anos trouxeram, além da morte de milhões de pessoas (mais de 700.000 no Brasil), sinais de que nem todos os chamados seres humanos merecem o título de semelhantes. Outros, com a agravante de que, pela posição política e social ocupada, optaram por aliar-se ao vírus mortal que espalhou o luto pelo Planeta. O caso brasileiro é emblemático. Aqui, houve quem combatesse medidas protetoras tradicionais, tanto quanto recomendasse o uso de medicamentos inócuos ou lesivos à saúde dos infectados. Talvez nem mesmo o período mais obscuro da Idade Média tenha testemunhado algo parecido. Logo aqui, cuja prevenção de doenças transmissíveis pela vacinação, registra resultados expressivos da imunização em massa. De igual modo, a quarentena praticada segundo orientação científica teve que disputar com a preferência pela manutenção das atividades econômicas (principalmente estas) como se a COVID-19 não fosse mais que uma gripezinha. Como agora é, graças à criação de uma vacina eficaz. Neste particular aspecto, cumpre destacar o vaticínio negativista, empenhado em divulgar a impossibilidade de criar uma vacina anti-covid a curto prazo. Isso, contudo, foi o que ocorreu. Mesmo a decisão e orientação de autoridades públicas brasileiras não conseguiram deter os cientistas empenhados em combater a doença, não os que se aproveitavam dela para comprovar seus ensandecidos interesses e suas taras ocultas. Graças a isso, os "pelo menos" 30.000 mortos desejados e anunciados pelos governantes chegaram a mais de 23 vezes essa quantidade. Os que moramos em Manaus, em certo momento tornada sede principal da infecção, testemunhamos caminhões frigoríficos servindo de ante-sala para as covas rasas dos cemitérios. Oxigênio que satisfaria a necessidade de moribundos foi desviado, quando a oferta de país vizinho fora recusada. Ventiladores de uso médico foram adquiridos em vendedores de vinho, sob a pilhéria do próprio Presidente da República. Afinal - disse ele, em gravação de vídeo que tem lugar certo na história dos horrores universais - não é coveiro. Já não bastasse ser o coveiro das esperanças e dos sonhos de mais de 200 milhões de brasileiros. Esse, certamente, é pesadelo a que o Supremo Tribunal Federal dará fim.


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