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O teste

A crescente violência e a incapacidade de devolver às penas o caráter ressocializante original levaram o poder público a criar nova categoria de estabelecimentos prisionais. Chama-los de presídio ou penitenciária já não bastava. Seria necessário classifica-las. Para isso, introduzir nelas, não recursos capazes de reduzir o potencial criminoso de seus abrigados, mas aumentar o grau de vigilância sobre eles. Ainda mais, porque a prática criminosa passou a exigir organizações com caráter quase empresarial. Nesse contexto, surgiu o crime organizado. As chamadas organizações criminosas, muitas delas operando, mesmo se privados de liberdade seus maiorais. O que bastou para a produção de slogans e proclamações repetidas à exaustão. Uma delas, a que afirma ter o bandido que ser morto. Esse o sonho da direita brasileira, num certo sentido revelada no frustrado golpe de 08 de janeiro de 2023. Pois agora, o crime organizado tem uma de suas lideranças mandada para a Papudinha. Ela mesma, classificada dentre as de segurança máxima. É hora, pois, de testar a impossibilidade de as lideranças lá cumprindo pena, depois de esgotado o devido processo legal, administrarem os delinquentes em liberdade. Ainda.

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