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O "poder" dos fracos

Atribuir à ingenuidade a interpretação de analistas, pretensos ou reconhecidos, que assistiram à pantomima protagonizada por Trump e Zelensky, no salão oval da Casa Branca, parece-me injusto. A não ser que os tenhamos, todos, por consumados pascácios. Em nenhum momento, pelo menos nos últimos anos, o auto-proclamado dono do Mundo revelou algo que permitisse esperar dele conduta diferente. Ególatra (a imagem-gigante no vídeo divulgado sobre a faixa de Gaza diz tudo) a mais não poder; grosseiro, como todos temos testemunhado; belicoso e arrogante - Trump tem muito a ver com Hugo Chávez e Nicolas Maduro. A maneira tosca como contempla os fenômenos e relações entre pessoas e países é patrimônio comum a eles, dentre o elenco de outros governantes com quem partilham a visão de Mundo que põe em risco a paz na Terra. No caso do arrogante Presidente norte-americano, com a agravante de que o dinheiro (a riqueza material, vá lá...) é o único deus a que rende reverência e submissão. A mesma que pretende impor à população de numerosos países, desde que nelas possa fazer o saque que o tornará ainda mais rico. Esperar que governante deste jaez se preocupe com a vida de seus semelhantes(?) ou desvie seu olhar para os problemas reais vividos pelas populações equivale à crença de que a tortura é legítima e admissível. A História, felizmente, fornece farto material comprobatório da frustração de muitos desses ignóbeis agentes, na transitoriedade do poder de que se julgam titulares vitalícios. A escassez de virtudes acaba por corroer esse suposto poder, afinal comprovada sua fragilidade - intelectual, moral, social, enfim -, aquela que não consegue exibir e sustentar argumentos ou apreciação minimamente razoável de suas próprias circunstâncias. Todos eles são, de fato, personalidades fracas, caracteres mais fracos ainda. Essa fragilidade só faz aumentar, mantendo o sub-homem empenhado até o último dia de sua vida em compensa-la. Com a detenção de uma arma ou, hipótese ainda mais trágica, em busca do poder aparente que um posto destacado na estrutura formal das nações modernas oferece. Alguns especialistas verão nesse fenômeno, não menos que um sintoma de doença mental, curável ou não. Outros indicarão ver no autoritarismo às vezes formalmente aprendido, uma forma de expressão dessa fragilidade. Ainda bem que a História segue por outros caminhos. Mesmo que em prazo indefinido, chega a hora em que os fracos são mandados para o lugar que lhes cabe ocupar. Os esgotos da própria História.

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