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NOTA DA ADUA

Dia Internacional de Luta das Mulheres Trabalhadoras


Desejamos que um sentimento alegre de servir à causa comum da classe e de lutar simultaneamente pela emancipação feminina inspire as mulheres trabalhadoras a se unir na celebração do “Dia das Mulheres” (Alexandra Kollontai). Afinal, bem escreve Rosa Luxemburgo: Quem é feminista e não é de esquerda, carece de estratégia. Quem é de esquerda e não é feminista, carece de profundidade.

Neste 08 de março de 2025 a Diretoria da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Amazonas (ADUA) – Seção Sindical do ANDES-SN vem a público afirmar sua solidariedade classista à luta coletiva das mulheres trabalhadoras, das mulheres desempregadas, subempregadas, das que sobrevivem da informalidade, das mulheres negras, indígenas, de todas as cores e raças, das mulheres vítimas do machismo, do feminicídio, da misoginia, do sexismo e das muitas formas de opressão que se multiplicam no Brasil e no mundo sob a subjetividade social capitalista. Nós, mulheres professoras e militantes sindicais, que compomos a maioria da direção de nossa ADUA (biênio 2024-2026), desejamos (e trabalhamos para isso) que se façam presentes em cada mulher a teimosia, a indignação e a resistência camponesa e classista de Elizabeth Altino Teixeira, mulher nordestina da Paraíba, marcada para viver e lutar, com 100 anos de vida completados em 13 de fevereiro de 2025. À Elizabeth Altino Teixeira, imortalizada no documentário “Cabra marcado para morrer”, do grande Eduardo Coutinho, dedicamos esta nota pública.

A verdadeira luta das mulheres no mundo sob a ordem do capital e do Estado burguês tem lado (é de esquerda), tem classe (é proletária, pobretária) e tem horizonte (é socialista e anticapitalista). Como escreve Alexandra Kollontai: “Abaixo o mundo da propriedade e do poder do capital! Fora com a desigualdade, com a falta de direitos e com a opressão das mulheres – legados do mundo burguês! Avante com a unidade internacional das mulheres trabalhadoras e dos trabalhadores homens na luta pela ditadura do proletariado – o proletariado dos dois sexos!”.

Por fim, a quem dá de ombros diante da opressão às mulheres, desdenha ou investe de forma canalha contra a nossa luta, que é parte da luta da classe trabalhadora, dizemos com a firmeza, a ternura e o vigor do ser mulher: ainda estamos aqui, seguiremos na luta e vocês não nos calarão! Da luta coletiva e classista vem a nossa força. É somente pelas trilhas da organização política, da consciência de classe e da ocupação do que nos pertence que podemos conquistar, ampliar e manter direitos.


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