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Malas feias

Houve tempo em que mala era apenas um recipiente onde os viajantes acomodavam as roupas em viagem. Depois, dentre outros hábitos que o capitalismo desenvolveu, as malas passaram a ter uso mais abrangente. Passaram a servir à condução da propina com que são comprados todos os produtos expostos na vitrine do mercado. Da consciência dos políticos e seus mandatos, até o gordo financiamento de capitalistas sem capital. Cuecas, antes acomodadas em malas propriamente ditas e valises, mochilas e outros objetos assemelhados, passaram a ser - elas mesmas, como também caixas de vinho - o repositório do valor da compra. No entremeio dessa cada dia mais abrangente trajetória, a mala ganhou novo significado. E estendeu sua utilidade a espécimes marcantes das características por eles mesmos emprestadas. São malas feitas da mais nociva e perniciosa intenção, o que levaria um hispânico a dize-las malas feias. No mínimo, algo ou alguém inoportuno, incômodo, inconveniente. As malas feias e feitas portanto, têm enriquecido o elenco de indignidades em que se esmeram os interessados em destruir povos, indivíduos, etnias - e, ao final, o Planeta. De que se poderia fazer, ao contrário, a Casa Comum. Só assim, alcançaríamos os louros da trajetória verdadeiramente humana.

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