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Herodes ressuscitado

Os que usam o nome de Jesus e enchem seus cofres ganharam um novo motivo para orgulhar-se. Multiplicam-se seus correligionsrios, Brasil a dentro, mundo afora. Enquanto fingem ignorar o amor proclamado às crianças, de que os evangelhos dão testemunho, aproveitam para prestar reverência, obediência e homenagens a Herodes. Sim, aquele de que falam os textos dos evangelistas, o perseguidor do filho de Maria e José. Nação de maioria protestante, os Estados Unidos da América do Norte é o lugar onde as crianças não são poupadas sequer da prisão. Que o diga a família do portorriquenho preso pela polícia de turismo. Que o digam os argentinos, presenteados com a redução da maioridade penal. Antes, adolescentes de 16 anos já estavam na mira das autoridades de segurança. Recentemente, crianças foram incluídas nesse desafortunado alvo. O júbilo de Javier Milei e seus cúmplices, no território argentino e no exterior, dá bem conta do herodismo a que estão, uns e outros, embebidos. Nada, porém, que surpreenda os contemporâneos. O egoísmo e a perversidade antes apenas suposta, torna-se transparente e comprova o uso maléfico do nome de Jesus, na tentativa de desmoralizar a pregação de um homem crucificado exatamente porque pregava contra os valores e as práticas dos Herodes. O dos tempos antigos e os de hoje.

 
 
 

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