Cadê o Arariboia? Buscando por ele nos arquivos do Rio
- Professor Seráfico

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Em: 11 de Abril de 2026, Taquiprati
José Ribamar Bessa Freire
"O arquivo nos atrai porque nele encontramos o lastro da vida em estado bruto, com suas contradições, suas dores e suas verdades fragmentadas”.
(Arlette Farge, O Sabor do Arquivo. 1989)

Como encontrar Arariboia cinco séculos depois? Tentamos. Marcamos um Encontro com Arariboia sábado (21/03) no Centro Eco Cultural Sueli Pontes, em Piratininga, Região Oceânica (RJ), no evento que reuniu líderes indígenas, antropólogos, professores e historiadores e que contou com atividades artísticas, feira cultural e debates, entre os quais a mesa redonda “Arariboia e a formação de Niterói: história, memória e re-existência indígena”, compartilhada com o escritor Rafael Freitas e a professora Marize Guarani. A minha fala intitulada “Em busca de Arariboia nos arquivos do Rio” começou assim:
- Uma peregrinação diária durante mais de dois anos por 25 grandes arquivos da cidade do Rio de Janeiro em busca de documentos localizou poucos registros sobre a vida do cacique Temiminó, que sempre foi reverenciado como o fundador da cidade de Niterói. Foi difícil encontrá-lo, mas em compensação achamos muitos dados sobre seus prováveis descendentes. A procura foi feita por 12 pesquisadores do projeto Guia de Fontes para a História Indígena e do Indigenismo em arquivos brasileiros por mim coordenado no Rio.
Arariboia perdeu o posto de símbolo da cidade para o MAC - Museu de Arte Contemporânea, inaugurado em 1996. “Arariboia é um desaparecido” – concluiu o artista visual Sérgio Torres. https://www.taquiprati.com.br/cronica/1830-cade-o-arariboia-buscando-por-ele-nos-arquivos-do-rio


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