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Estado palestino, Israel e Hamas

Até o Estado de São Paulo, jornal tradicionalmente vinculado ao que de mais reacionário vêm produzindo a mente humana, se opõe ao genocídio praticado pelo governo de Israel, contra o povo palestino. O editorial do jornalão, dia 18-08-2025, intitula-se A democracia israelense à beira do abismo. Embora a esta altura incluir no rol dos estados democráticos aquele país seja um absurdo, vale considerar o conteúdo do editorial do jornal dos Mesquita. A ocupação de Gaza por colonos israelenses, mostra o editorial do ESP, é apenas uma, dentre as muitas maneiras que o governo de Netanyahu encontra para asfixiar o povo palestino e impedir, na prática, que se instale o estado a que tem direito, desde a criação do Estado israelense. A obra de que muitos brasileiros se orgulham, porque orientada e conduzida por um diplomata compatrício (Oswaldo Aranha), não foi completada, como previsto em 1948. Nem se sabe de ações afirmativas que tenham chegado a bom termo, para validar os entendimentos e providências que resultariam na destinação de território onde o povo hoje massacrado pelas forças de Benjamin Netanyahu se instalariam. Tanto é assim, que a alternativa encontrada pelo atual governo de Israel é o genocídio testemunhado por toda a sociedade que se tem por humana. Nada surpreendente, porém, se contadas e lembradas as vezes em que o governo de Israel - e não apenas sob o atual governo - se tem negado a cumprir determinações da Organização das Nações Unidas e de seu Conselho de Segurança. Isso não é dito no editorial do ESP, mas certamente não é ignorado pelos jornalistas de ontem e de hoje que produzem o material informativo e opinativo do periódico paulista. É possível que, devidamente instalado em território a que tem direito, os palestinos não veriam prosperar dentro de suas fronteiras as ideias que o Hamas acabou por assumir, assumindo igualmente o recurso de que se têm valido grupos sociais cansados de sofrer perseguição e humilhações de todo quilate. Na Igreja, sabe-se de São Tomás de Aquino, para quem há um tipo de ira justificável, que ele chamou ira bona. Os atos praticados pelo Hamas devem ser condenados e reprimidos, mas e inadmissível que a resposta possa caracterizar-se pela desproporcionalidade experimentada em Gaza e onde quer que os palestinos sejam forçados a ficar.

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