Desespero e covardia
- Professor Seráfico

- 11 de set. de 2025
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Tenho dificuldade em avaliar qual a razão que leva o antigo Pentágono, onde se instala o Departamento de Defesa dos Estados Unidos da América do Norte, a ter nova placa - Departamento de Guerra. A alguns parecerá que o Presidente Donald Trump apenas comete um ato falho. O novo nome, portanto, corresponderia a um equívoco, consistente em dizer o que não era para ser dito. Há, porém, outra hipótese que os antecedentes do belicoso republicano autorizam analisar. Atrabiliário, violento, arrogante, pouco afeito a sutilezas, escassamente dotado de inteligência, Trump segue sua formação, sua vocação e seus interesses, em tudo o que diz e faz. É inequívoca sua preferência à ação violenta, armada se necessário, comparativamente à diplomacia. Prova disso ele tem dado, na política, tanto quanto nos negócios. Desafiando a tolerância de seus contemporâneos, o Presidente norte-americano disse de seu sonho de receber o prêmio Nobel da Paz. Logo ele, que não tem feito mais que estimular o conflito armado, com desfaçatez jamais usada por qualquer outro governante, no país que ele amesquinha, mas também em outros países. A respeito disso, Israel, Canadá, Noruega, Panamá e Venezuela têm muito a dizer. Como o têm todos os Estados nacionais que ele provoca com o tarifaço de péssima índole que bagunçou o comércio internacional. Se trocou a palavra defesa, pelo vocábulo guerra, ele pode estar pensando no conflito armado. Esse é aspecto desprezível, contudo. A não ser que admitamos pretender ele interferir, com armas inclusive, nos países que ousem enfrenta-lo. O grau de insanidade mental que muitos identificam nas decisões e ações de Trump ajuda-o a fugir do consenso a que um dia o Mundo chegará: Trump faz tudo de caso pensado; não há gratuidade em cada gesto dele. Esse é o seu estilo, sua crença e sua missão. Os mais fracos e covardes, os que se deixaram derrotar por si mesmos, os que trazem dentro de si o ódio à humanidade, carregam o peso do desespero. Desesperada estaria qualquer pessoa a quem o BRICS parecesse ameaçador.

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