Demagogo e oportunista
Durante toda sua vida, o torneiro Luis Inácio, depois chamado Lula da Silva, lutou pela melhoria das condições do trabalhador brasileiro. Ele, um dos muitos que, migrantes de áreas mais pobres ou não, ganham a vida com o suor do próprio corpo. Num certo sentido, o operário saído de Caruaru-PE agia em causa própria, mas também em favor de todos os demais trabalhadores. Por isso, chegou à liderança popular e, dadas sua trajetória e o compromisso com os companheiros, exerce hoje o terceiro mandato e se prepara para vê-lo renovado. A aprovação da PEC que reduz a jornada semanal do trabalho, para Lula e os que sempre a defenderam, tem significado diferente, trate--se destes ou dos que, arrivisras e oportunistas, tentam fazer-se passar por sensíveis às necessidades dos que vivem do trabalho. Estes, já se sabe, fingem estarem convencidos do acerto da decisão quase unânime do Senado, sem poderem esconder as tratativas nem sempre ocultas de revogar a recente conquista do campo progressista. Declarações anteriores do adversário principal de Lula, pretendendo-se proposta de governo, são flagrantenente hostis à escala 6 X 1. Pegaria mal e o ameaçaria de perder votos no 2° turno, opor-se ao pequeno avanço. Seus porta-vozes, porém, já se assanham e asseguram que o pagamento por hora efetivamente trabalhada será objeto de PEC, caso as urnas revelem o demagogo sócio de Vorcaro como o vencedor do 2° turno. Mais uma razão para negar ao filho e cópia do quase ex-capitão, o mandato de ditador por que ele tanto aspira.


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