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Credulidade

Tramita no Congresso Nacional a proposta de financiar a aquisição da primeira arma, com dinheiro público. Em síntese, o estímulo e o financiamento da violência armada, tão ao gosto das elites brasileiras. Desde que as vítimas da mortandade pretendida não sejam os membros da bancada da bala, seus familiares e amigos e os incautos que neles votaram. A Comissão de Segurança da Câmara já aprovou - por óbvio - a monstruosidade. Nada mais, nada menos que substituir os livros e outros instrumentos de educação por revólveres, pistolas e assemelhados. Os mesmos que defendem a pena de morte e aplaudem sempre que dela decorra um assassinato, feminicídio em sua maioria. Também os que usam o slogan "Deus, pátria e família" e têm conseguido levar à frente seus vícios e sua brutalidade. Concomitantemente à grita pela redução do Estado e ao corte de recursos para as funções sociais, os deputados em maioria atribuem benefícios aos que se integrarem ao já chamado Programa Minha Primeira Arma, que desembocará no Senado. Quando boa parte da sociedade reivindica maior atenção do Estado à qualidade de vida da grande maioria da população, os representantes das elites que detêm o controle e por causa disso capturaram o aparelho estatal, tratam de criar situação ainda mais grave. Já não lhes basta legislar contra a cultura e a paz, eles avançam é parecem dispostos a recriar no País o clima de guerra permanente, vigente de 2019 a 2022. O amor às armas revelado em projetos como esse do deputado Marcos Pollon (PL-MS) corresponde ao desprezo dele e de seus correligionários pela vida humana. Nada que traga alguma novidade a respeito da visão de mundo que os caracteriza, empenhados, cada dia com mais apego, à violência e aos resultados por ela provocados. Depois da Câmara dos Deputados, a matéria será submetida à apreciação do Senado. É preciso que os cidadãos amantes da Paz, por isso dotados de amor ao próximo e solidariedade, rejeitem o Projeto de Lei do parlamentar do PL. Do contrário, à monstruosidade prestes a ser oficializada, contará com a cumplicidade de todos - de fora e de dentro do Congresso. Nem se diga absurdo o projeto, tantas as vezes em que fenômenos inverossímeis têm ocorrido. Em casos assim, a credulidade não passa de alegação sem sentido e destinada apenas a legitimar os atentados contra o Estado Democrático de Direito e a Vida humana.

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