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Cautela nunca faz mal

21 de out. de 2025
2 min de leitura

O enfrentamento das dificuldades deve sempre ser energizado pela esperança. Ou seja, as grandes e mais importantes conquistas das nações, povos e pessoas são devidas, sobretudo, à forma otimista como são encarados os problemas. Isso não autoriza, todavia, ignorar as cautelas necessárias, um dos fatores que tornam a conquista menos árdua e menores as eventuais consequências negativas que elas podem produzir. Sem que lhes seja retirada a condição de vantagem, em relação à situação anterior. É justo esperarmos bons resultados da condução diplomática das agressões sofridas pelo Brasil e pelos brasileiros, por obra e (des)graça do Presidente norte-americano. Males causados à economia brasileira e a algumas de suas autoridades, com o tarifaço e a restrição de direitos, agora terão a oportunidade de ser discutidos no ambiente propício ao entendimento e ao debate claro e oportuno. O contrário da diplomacia, sabe-se há tempos, é a guerra. Lula e Trump breve estarão frente-à-frente, cada qual pondo as cartas na mesa. Só assim os assuntos que dizem respeito às relações entre os dois países poderão ser adequadamente encaminhados e encontradas soluções que atendam aos interesses de ambos. Porque são divergentes esses interesses, é que devem se discutidos. Não se espere, porém, que será muito fácil a conversa entre ambos, se tivermos presentes os antecedentes de um e outro dos protagonistas principais. Espertos, cada qual a seu modo, os dois presidentes guardarão para si mesmos armas impossíveis de aparecer aos olhos e ouvidos de terceiros. Isso também faz parte da diplomacia. Se Trump é considerado um brutamontes sentado sobre um barril atômico de que detém o botão detonador, Lula não é muito menos raivoso, quando a seu critério escolhe o que dizer. Não decorrem só disso, contudo, as cautelas que todos devemos observar. Antecedentes e suas circunstâncias têm algum significado e podem influenciar o encontro previsto. O quase-cerco à Venezuela diz mais que o esperado climão que Trump anunciou. Cada química tem seu próprio ambiente. Lula certamente dará atenção ao fato de que, na América Latina, o Brasil tende a desempenhar papel cada dia mais importante. Esse capital não pode ser jogado fora.

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