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Brincadeira tem hora

Todo dia, penso sobre as razões que levam uma pessoa que se apresenta como humana a adquirir uma arma. Pretextos não têm faltado aos que a consideram objeto indispensável à vida humana(?). Usa-se a violência que caracteriza os tempos sombrios em que vivemos, como se tem alegado até razões supostamente desportivas, para aumentar os arsenais privados. Raríssimos os que veem aumentado o risco de uso desses artefatos de guerra, frequentemente, por motivos fúteis, quando não torpes. Quanto menor a fortaleza moral e cívica dos cidadãos, maior a necessidade do uso de armas. De fogo, sobretudo. Assim também ocorre com certos gestos e expressões, muitos e muitas delas escondido s no cérebro de indivíduos insatisfeitos, com o mundo e com a vida. Chega um dia, emergem da profundidade escura dessas almas todos os ressentimentos, todo o ódio contido, e eles deixam extravasar a realidade alternativa que se mistura com o cotidiano, delas e dos demais conviventes. Exemplo dessa conduta, sob qualquer ponto de vista malsã, deu-a recentemente um funcionário da EMBRAPA-Manaus. Não foi propriamente uma arma que ele usou, mas um gesto capaz de levar quem tenha conhecimento do fato e da História, a suspeitar de que de trata de uma pessoa(?) pelo menos inclinada ao uso de outras armas. Das que matam diretamente, dispensado gesto anterior, como o que ele fez e divulgou. Para defender-se, o homem que fez gesto característico ao da saudação nazista alegou ter sido apenas uma brincadeira. Nem se deu conta, por cinismo ou mero desprezo pela inteligência humana, do cenário que o envolvia. São facilmente identificados, na imagem em que sua personalidade doentia e vaidosa aparece, símbolos da ideologia que ele agora tenta negar. Importam pouco, a partir de agora, as bobagens que ele disser. O crime já foi cometido. Aos costumes! Diriam procuradores de Justiça e policiais cumpridores de seus respectivos deveres.

 
 
 

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