Apenas negócio
Tento entender suspeita mantida há vários anos, desde que o futebol praticado no Brasil por brasileiros perdeu o encanto. Faz mais de duas décadas, nossa participação no campeonato mundial do esporte não tem sido mais que medíocre. A despeito de continuarmos a produzir jogadores excepcionais, construir estádios monumentais e centros de treinamento modernos e confortáveis, o ninho do urubu à parte. Pior, exportar jovens adolescentes que brilharão no exterior e farão fortuna pessoal. Alguns, para depois dissipa-las. Outros, para depois engrossar a grei dos que reclassificaram a prática trazida ao Brasil por Charles Miller, levando-a de esporte a mero negócio. Ainda agora, vejo confirmada a velha suspeita: o futebol dito profissional nada mais é que um negócio, como outro qualquer, se levarmos em conta os desvios que começam a se repetir, aqui e alhures. Confirma-o ainda mais, a resistência que a poderosa UEFA opõe à pretensão da FIFA, com os 211 filiados que a federação reúne. É intenção do ítalo-suíço Ginni Infantino que a preside, impor às confederações a submissão dos negócios a uma holding, a Thrive Eternal, holding que gerirá a FFE - FIFA Forward Enterprise. Os recursos superarão 4 bilhões de dólares. Chefão da holding, Joshua Kushner é irmão do genro de Donald Trump, Jared Kushner. Fica mais fácil, portanto, entender porque árbitro africano foi rejeitado sob a complacência do Presidente da FIFA, na recém-encerrada Copa. Também o cancelamento do cartão vermelho dado ao goleador Balagun, da seleção norte-americana. E otras cositas más, próprias desse mundo. Mal acabo de escrever este texto, Infantino, pressionado pela UEFA e outras entidades, recua. Perderam bilhões, ele e seus sócios!


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