top of page

Amor de Pai

Ruy da Fonseca.


Na mesa, me servi menos pra deixar mais pra ele.

Trabalhei mais, fiz horas extras, para poder pagar uma escola melhor pra ele.

Deixei de sair nos fins de semana, de ver os amigos, para poder comprar uma roupa melhor pra ele.

Não tirei férias, adiei as viagens, para dar um pouco de aventura pra ele.

Não deixei de o consolar, quando chorava, mesmo sem saber o porquê.

E não esqueci nunca de pentear com os dedos seus cabelos desalinhados.

Afinal, ele é meu filho.


Posts recentes

Ver tudo
A guerra da desinformação: Venezuela e Brasil*

Marcelo Seráfico (Prof. do Dpto. de Ciências Sociais da UFAM) O que se sabe sobre o sequestro do presidente venezuelano e esposa prova que a escassez de informação confiável é um dado da g

 
 
 

Comentários


bottom of page