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Abílio e mensalão

Numerosos os encômios feitos ao recém-falecido líder empresarial Abílio Diniz. Cada qual dizendo da importância dele e de suas iniciativas na área econômica. De minha parte, o momento em que estive próximo dele foi quando ambos integrávamos o CDES, frustrado Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. Grupo de conselheiros tentou pressionar o Presidente Lula a manifestar seu desagrado com práticas que alguns atribuiam ao seu governo, mandando apurá-las com rigor. Para vê-lo punir os comprovados responsáveis. Por iniciativa do pequeno e incomodado grupo, o então Secretário-Executivo, Jaques Wagner, autorizou os que desejassem apresentar moção a ser enviada ao Presidente da República, a elaboração por escrito dessa reivindicação. Voluntários apresentaram-se, dentre eles o empresário cuja morte se lamenta. Assinada por todos os membros do grupo, a nota foi apresentada à plenária. Inicialmente aplaudido, o documento parecia destinado à aclamação e apoio unânime. O processo foi interrompido por outro membro do CDES, Paulo Setúbal, se a memória não me trai. Alegando que essa pressão era descabida e só acrescentaria outra preocupação ao Presidente, o conselheiro melou a discussão da proposta do grupo majoritariamente de esquerda. O segundo a manifestar-se foi exatamente Abílio, subscritor do documento. Fê-lo, acompanhando a iniciativa de Setúbal. O resultado é que fomos forçados a recuar, para não ver esmagada a tentativa de apurar atos que julgamos ilícitos. Este é apenas um fragmento da História. Penso ainda haver um bom número de testemunhas vivas

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