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Tempo de violência

Atualizado: 6 de set. de 2022

Quem imagina que o tempo passa não comprova mais que absoluta incompreensão do que é a Vida. Menos ainda, do que se chama condição humana. Nem precisava ter lido a obra de Hannah Arendt, para se dar conta de coisas que, mesmo triviais, facilitam inserção produtiva e positiva no ambiente pelo Homem criado - a sociedade. Lendo o livro daquela importante pensadora, maior e mais adequada será a participação individual em cenário coletivo que a todos pode aproveitar. A extraordinária diversidade com a qual convivemos, longe de tornar impossível a convivência entre os pensantes, faz dessa total e permanente desafio. A busca de superá-lo, portanto, constitui rara oportunidade de enriquecimento que dinheiro nenhum tem como medir. Um dos aspectos dos quais a sociedade humana ainda não deu provas de acurada e necessária percepção é a violência. Não são só as formas como ela se tem apresentado, mas também o nível a que chegou, não importam em que continente, nem quais suas causas. Tudo, o ato violento, desde a suposta devoção religiosa até o desagrado por conceito emitido a respeito de algum gesto, decisão ou ato de que não gostamos. Somos chamados sempre a responder com igual ou maior violência, algumas vezes estimulados por agentes públicos e, na grande maioria dos casos, apostando na impunidade que se dissemina. É preciso encarar os atos violentos sempre que deles tomamos conhecimento, como algo inadmissível. Seja qual for a profissão ou confissão de fé de agente ou vítima, não se pode considerar trivial a agressão a quem quer que seja. Tal conduta é a única disponível como prova da suposta e tão alegada superioridade do Homem em relação aos outros animais.

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