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Sonho e pesadelo

O candidato do PSDB à Presidência da República concedeu entrevista ao jornalista Pedro Bial, nas primeiras horas de 10 do dezembro em curso. Quem costuma dormir tarde e põe a atenção mais no conteúdo da conversa que na índole dos dois interlocutores há de concordar com minha suspeita. João Dória precisará de muito verbo e verba, se deseja mesmo desmentir quanto de semelhança ele tem com seu ex-mito, hoje feroz inimigo. Já nem menciono a imagem do entrevistado, metido em camisa de um amarelo berrante, a lançar o lema Bolsodória, responsável pela escalada que o levou ao Palácio dos Bandeirantes. Até aí, o afilhado político de Geraldo Alckmin apenas reproduziu a conduta de tantos outros que o antecederam e dos quais sempre pretextou manter distância. Nada surpreendente, portanto. Difícil de engolir foi sua afirmativa de que foi enganado pelo capitão-candidato, logo ele, um esperto nos negócios, capaz de fazer fortuna do nada. Na mesma entrevista, desmentindo-se ele mesmo, acabou por anunciar que, eleito, fará o que o ex-alvo de sua adoração quis mas não conseguiu e a sociedade não permitirá: a entrega do que resta da Petrobrás, e o Banco do Brasil à voracidade dos especuladores. Conversa mole, incapaz de curar algum boi insone.

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