top of page

Sem revanche

Desde quando investigar crimes ou ilícitos de que se suspeita é uma conduta revanchista? A não ser que o interesse público se deva subordinar aos caprichos, vontades, interesses e taras de pessoas, grupos ou famiglias, será tão suspeito quanto os outros o que tenta impedir ou dificultar as investigações. Não tem razão, portanto, o ex-vice-Presidente Hamílton Mourão, ao considerar revanche o propósito do Ministro da Justiça e Segurança de promover a investigação dos crimes contra a democracia. Estes, como se sabe, levaram hordas arruaceiras para a frente de quartéis, onde se instalaram acampamentos supostamente financiados por seguidores do ex-presidente. A hospitalidade dos responsáveis pelos quartéis seria suficiente para pô-los sob suspeita, pelo que expressa em termos de leniência ou tolerância demasiada, vizinha da cumplicidade. Os atos terroristas de ontem, se não anulam a hipótese revanchista do ex-vice-Presidente, devem levá-lo ao menos a apreciação menos leviana dos fatos e suas consequências. Como se espera de qualquer político sério e minimamente credenciado a representar um estado no foro político adequado. O general Mourão, daqui a poucos dias, entrará no exercício de mandato de senador.

1 visualização0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

Não fazem falta

Há indivíduos que, ausentes, fazem enorme favor aos outros. Cafu e Ronaldinho Gaúcho organizam um jogo entre veteranos, cuja renda se destinará às vítimas das enchentes do Rio Grande do Sul. Enquanto

Prioridades

Pelo menos não se pode acusar o governador Eduardo Leite de insincero. É possível que nele se tenha manifestado o que meu velho e saudoso mestre de Direito Penal Aldebaro Klautau chamava oasis de honr

RS: É HORA DE FALAR DOS CULPADOS

A tragédia no Rio Grande do Sul não pode ser atribuída somente à mudança climática, como se ela tivesse batido na porta sem avisar. Em 2015, ainda no governo Dilma, a Secretaria de Assuntos Estratégic

Comentarios


bottom of page