Sem esmorecer
- Professor Seráfico

- 27 de set.
- 2 min de leitura
Os progressistas brasileiros foram tomados de visível e compreensível euforia, após as manifestações de 21 deste mês, em dezenas de cidades espalhadas por todas as regiões do País. A reação do povo, as praças tomadas pela recusa de participar e ser vitimado pelo golpe ainda em curso foi maior do que se esperava, à esquerda e à direita. A audácia com que os promotores e apoiadores da PEC da Bandidagem e o PL da anistia vinham atuando parecia desestimular qualquer hostilidade no sentido contrário. Afinal, Hugo Motta e seus parceiros, somados aos traidores da pátria instalados no país a que dedicam todo seu amor cívico e aos quintas-colunas residentes no Brasil, agiam como agiram os agentes operadores do golpe frustrado e já punido pelas autoridades competentes. Tinham-se como donos do pedaço, a ponto de manifestarem sem embaraço o propósito de fazer tábula rasa de nossa soberania e de remover qualquer obstáculo que se antepusesse aos seus interesses e aos daqueles a quem devem obediência servil. Essa percepção de tudo poderem, ainda mais quando ostensivamente acobertados pelo governante estrangeiro que pode acionar armas atômicas, deixava-os à vontade. Na esquerda, o abandono do trabalho nas bases populares e o esquecimento de algumas teses responsáveis pela chegada de um de seus aliados ao poder, pareciam facilitarr a permanência do golpe, em curso antes mesmo da eleição de 2022. O 08 de janeiro de 2023, portanto, foi o divisor de águas. Menos por desinteresse ou desmotivação, os terroristas frustrados constataram ser maior sua incompetência e burrice que a força de sua mensagem. Mentira e ódio jamais conseguirão vencer o compromisso de todo ser humano que o sabe ser - a luta contra a desigualdade e o engajamento nas lutas pela constituição de uma sociedade próspera e menos desigual. Uma sociedade que se organize segundo o Estado Democrático de Direito e que saiba mandar os que a agridem e enxovalham para as penitenciárias, porque bandido bom é o que está atrás da grades, depois de transcorrido o devido processo legal. Como o que hoje contabiliza dezenas de apenados, alguns dos quais à espera do uniforme de presidiário em fase de confecção. A reunião de tanta gente no último domingo, cantando e gritando palavras de ordem (sem anistia! Ao PL da anistia só bandido se filia! Congresso, inimigo do povo!), todavia, não significa o tiro de misericórdia no projeto golpista. Este permanece vivo, daí a necessidade de ser intensificada a mobilização e novos e mais frequentados atos e manifestações de rua sejam realizados. Quanto mais gente for, mais reduzidas serão a desfaçatez e a audácia criminosa dos pertinazes agressores da democracia. Pertinácia igual à deles, só a de certos tipos de doença, geradores do escárnio e da pilhéria de suas lideranças. A vacina que eles negaram aos infectados pelo coronavírus, lhes será ministrada, para extirpar de seu rol de desejos a odiosa intenção golpista de que são portadores. Ao invés de hospitais, lhes será reservada hospedagem nas penitenciárias espalhadas pelo País. A reclusão é o primeiro antídoto a usar. O outro, será ministrado, em 2026, pelo título eleitoral dos cidadãos de bem. (É favor não ler de bens).

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