Santo Agostinho, mestre do Ocidente
- Professor Seráfico

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José Alcimar de Oliveira*
01. Há 1596 anos, em 28 de agosto, Santo Agostinho partiu da imanência histórica para a transcendência transepocal.
02. Há dois continentes em que o Mestre do Ocidente imprimiu sua marca indelével: o do tempo e o da história.
03. A clássica definição agostiniana do tempo como distentio animi (distensão da alma) tornou-se incontornável para a reflexão filosófica.
04. Quanto ao continente da história, temos no Mestre de Hipona a primeira formulação sistemática de uma interpretação teológica (e filosófica) do devir histórico.
05. É em Santo Agostinho que o chamado período da Patrística cristã encontra a sua mais elevada formulação teológica e filosófica.
06. Santo Agostinho, ao romper com o maniqueismo e subtrair conteúdo ontológico ao mal, afirma o livre arbítrio humano.
07. Nesses tempos de elogio à imbecilidade, de afronta à cultura, de falsificação da história e da destruição da memória, nada mais atual do que a reivindicação agostiniana da sabedoria como medida da alma.
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*Professor do Departamento de Filosofia da Universidade Federal do Amazonas. 28 de agosto de 2026.


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