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RETRATO 24


Onde anda a opinião pública? Ela se resume no percentual fiel a Bolsonaro? Ou, escondida por frouxidão ou conveniência, ou coisa pior, finge nada ver, nada ouvir, nada saber? O fato é inconteste: Jair Messias Bolsonaro não está sozinho. São os números que o dizem, não a oposição. O estímulo à violência, o desmonte das mais tímidas tentativas inspiradas no wellfare-state, o descrédito da Ciência, o ódio instalado nas fontes do Poder, o crescente desprestígio do País na comunidade das nações, o preconceito em todas as suas formas e manifestações – tudo isso não é obra só do ex-capitão. Ele é apenas o líder dessa porção expressiva dos brasileiros que se queixam da violência e aplaudem a generalização do uso das armas. Para resolver todos os problemas, qualquer problema. Dos que tentam passar-se por inimigos da corrupção e acham lícito a mulher do Presidente ter 89 mil reais depositados em sua conta/corrente, sem explicação plausível. Os que sabem ser assassina (e não é pouco!) a covid-19 e fazem coro às palavras desdenhosas e pilhéricas do Presidente. Esses todos podem até já não ser mais 39% dos eleitores brasileiros. Como em 2018. Continuam numerosos, porém. Pior (mais uma vez os números me esclarecem), elegeria Jair Messias Bolsonaro, fosse agora a eleição. Por alguns centavos da passagem do ônibus, em São Paulo foi dada a senha para a intensa, desonesta, golpista e ilegítima tomada do Poder. Era 2013.

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