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Resistência ao porrete democrático

A democracia à força do porrete é a mais nova contribuição dos Estados Unidos da América do Norte à sociedade humana. Desde sua mais conhecida façanha, a explosão de bombas atômicas em Nagasaki e Hiroshima, os governos norte-americanos do pós-guerra trataram de espalhar pelo mundo seu produto mais típico - os serial-killers. Em alguns casos, experimentando do veneno por eles mesmos elaborados. Como ocorreu em 11 de setembro de 2001, quando terroristas islâmicos treinados pela CIA derrubaram as Torres Gêmeas. Sob o pretexto de responder à violência dos ex-treinandos da mais poderosa máquina de guerra, territórios distantes foram invadidos, parte de suas populações foi eliminada, governantes foram assassinados. Iraque, Líbia e o Irã podem contar melhor esses episódios. A tolerância da sociedade mundial, a cumplicidade de governos de outros países, quando não a covardia de outros, deram margem à aventura que agora ocupa o Presidente (soba lhe cabe melhor) norte-americano. Sente-se agora, como parecem sentir alguns governantes europeus, ser necessário resistir. O passado de algumas das nações europeias, os impérios que de lá dominaram extensos territórios e povos em outros continentes, só será resgatado com a aliança dos países europeus, da UE ou fora dela, com as nações antes dominadas. Só isso pode impedir que Donald Trump ponha sob seu porrete a dignidade e o costado de seus cidadãos.

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