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Rabanadas e bofetada

Mesa de Natal, rica ou pobre, não dispensa um prato singelo de sabor por todos apreciado. Refiro-me à rabanada, doce que minha ignorância culinária imagina de fácil execução. Minhas preferências gastronômicas incluem-na, razão para consumi-la em qualquer dia do ano. Esse item da rica e saborosa cozinha portuguesa traz consigo a simbologia referente à doçura da Vida, quando o amor - ao próximo, sobretudo - prevalece sobre qualquer outro sentimento. Há os que, delinquentes por vocação, optam por revelar o ódio de que são possuídos, mesmo às vésperas da grande festa da cristandade. E desferem sobre seus contemporâneos bofetada que, escondida nas dobras da lei, equivale ao cruel sacrifício que crucificou o objeto da reverência e adoração natalina. Não é menos que isso o impacto do indulto concedido pelo quase ex-Presidente aos envolvidos no massacre do Carandiru. Como jamais alguém dará aquilo que não tem, o fato não surpreende. Porque se enquadra na conduta rotineira do responsável, merece indignação ainda maior. Indignação cujo limite não pode ser outro, que a denúncia e o processamento legal capaz de levar à punição do responsável. Do alto da minha ignorância indago sobre se não se trata, também, de flagrante abuso de poder.

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