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Quem mata?

Pouca atenção tem sido emprestada por governantes e profissionais das comunicações à guerra e suas motivações e consequências. O conflito que se trava em território ucraniano, não mais que um confronto entre a Rússia e os Estados Unidos da América do Norte, gera além das mortes no campo de batalha. Já nem menciono a vítima geralmente apontada como a primeira a desaparecer - a Verdade. Enquanto no chamado teatro de operações vidas humanas são sacrificadas, constroe-se para disseminar por todo o Planeta, uma série de interpretações, em geral cegas às causas do conflito. Todos os intérpretes, salvo as exceções de sempre, servindo a algum interesse, frequentemente distantes das necessidades e sonhos dos habitantes da região em que a trágica peça é montada. Porque parece subjazer pretexto semelhante à do pistoleiro sentado no banco dos réus. Para o acusado, a morte é consequência da ação de uma bala, não do réu. Só que conflitos como o que se registra na Ucrânia têm impacto planetário. Por isso não excluem a possibilidade de generalizar-se e produzir mortes em escala pandêmica. O que já se leu ou ouviu a respeito do lucrativo negócio das armas? Quando se trata do número de mortos, fica perceptível o uso das vítimas para acusar o inimigo, sem qualquer intenção de varrer do Planeta a conduta assassina que o belicismo assume. Sequer há a compreensão de que a guerra é o oposto da Política. Nem dá prova de inteligência ou discernimento quem espera santidade em alguma guerra ou a transforma em fato natural. Na guerra, os matadores menos responsáveis são os que acionam as armas. Antes deles, canetas manipuladas nos salões e gabinetes asseguram o resultado do conflito. Quantos mais morrem, mais gratificados ficam os matadores. Sem a necessidade até de haver declaração formal. Em muitos casos, a guerra que mora dentro de viventes que se imaginava humanos escolhe seus próprios concidadãos como inimigos a eliminar.

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