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Política e guerra

Seja qual for o número de palestinos mortos pelas armas de Benjamin Netanyahu, o Estado de Israel já perdeu a guerra. O que o Primeiro-Ministro israelense alardeava como apoio mundial ao propósito de eliminar os palestinos tem-se alterado significativamente, desde que se tornou mais clara a única e determinante motivação para destruir o território que todos os observadores consideravam a maior penitenciária a céu aberto no Mundo. Cresceu de tal modo a violência praticada pelo governo de Israel, que não só tem aumentado a oposição interna, quanto começam a desertar do apoio as maiores lideranças mundiais. Há muito, Netanyahu e os sionistas que o acompanham e aplaudem deixaram de contar com a solidariedade inicial, dentro e fora do País. Está clara para toda a sociedade mundial que o governo atual de Israel não conseguirá manter-se, seja qual for o resultado da guerra. Ao número de mortos dentre os palestinos - incluídas tantas crianças, tantos idosos, tantos inocentes - têm sido considerados os chamados crimes de guerra, praticados sem qualquer outra razão, que não o extermínio do povo palestino. É notável o fato de que mesmo o governo dos Estados Unidos da América do Norte, principal apoiador e fornecedor de armas começa a recuar do entusiasmo com que se vinha mantendo a favor de Netanyahu. Mais recentemente, foi Emannuel Macron, chefe do governo francês a abandonar a posição favorável a Netanyahu. Se os ideais de Adolph Hitler, vivos como permanecem após quase oitenta anos do fim da II Grande Guerra, por ele perdida nos campos de batalha, não será o genocídio promovido por Netanyahu que o tornará vitorioso. Ao contrário, a cada novo governante que desistir de tolerar ou aplaudir o genocida israelense corresponderá à rejeição da sociedade humana à guerra e a tudo e a todos que a aventura bélica agrada.



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