Pelo amanhã de PAZ
- Professor Seráfico

- há 14 minutos
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Sentemo-nos à mesa
esta será não a última
mas a primeira
Ceia
a que mostrará caminhos
novos, cheios de luz
sem traições
sem covardia
valente e generoso
sonho da fome
que nos inspira e conduz
sede e fome menores que o apetite
vontade e pressa
sem força que as impeça
exercer firme vontade
qualquer maldade
que o evite
diante delas se reduz
sem Marengo, Elba, Wagram
isolada de Ítaca
suas sereias e sofrimento
serenidade benfazeja
seus acontecimentos
conduzindo-nos à mais bela
das manhãs.
Manhãs de dias sem Termópilas
Enolas ou aviões
Nagasaki, Hiroshima
sobre canhões
ou vindo de cima
com a fúria dos gaviões
o bafo e a morte quente
vestida qual cogumelo
em terra de sol nascente
renascendo a todo instante
em vida que se compraz
pacífica e solidária
um refazer-se diário
sem encruzilhada ou calvário
pavimentando a paz
o pedido do andarilho
subversivo missionário
ecoa nos corações
faz melhores as boas almas
enquanto os reacionários
multiplicam perversões
apresentam novas armas
fúria ilógica, agônica
insiste em dizer não
prepara ação pervertida
nova aventura atômica
dizendo-se prometida
da miserável missão
um homem marcou a História
sem pedir laurel ou glória
deixou em paz
mesmo a escória
frequentadora do mangue
perfumada em sangue alheio
de maldades o coração
faz o maldito recheio
anda sempre para trás
Nenhum estava entre os doze
isso não lhes convinha
a Terra
ensanguentada rinha
propícia a Satanás.
Saudemos o sangue vertido
repartamos nosso pão
abraços apertados
em alegre reunião
cerque-nos o calor
pelo próximo produzido
na festa dos corações
sejamos apaixonados
pelo Amor
pleno da melhor paixão.
Manaus, 03-04-2026


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