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Para que o crime compense

Ao economista cujo treinamento foi feito no Peru de Augusto Pinochet, o Presidente da República oferece a companhia de juristas de igual índole. Na economia, já se sabe o que tem ocorrido. Faz tempo sequer ouvíamos falar de inflação, ainda que esta seja instrumento cuidadosamente engendrado. Pelos que colhem frutos aqui ou nas offshores espalhadas pelo Mundo. Nem se esteve tão perto de passar por uma crise de energia das proporções agora anunciadas. Tudo isso tendo a ver com a (falta de) visão de Mundo tal como a geradora das decisões oficiais - vindas da mais importante e acolchoada poltrona do Planalto, logo infectando todo o organismo oficial. Para isso se prestam os subservientes, que a essa indigna conduta aliam perversidade jamais experimentada neste país abençoado por Deus e bonito por natureza. No rastro dos mais de 606 mil cadáveres, anuncia-se o desejo de tornar senadores vitalícios os ex-Presidentes da República. Tudo à moda chilena e produto das oficinas da morte dirigidas pelo militar chileno. Para isso servem as fake-news, as milícias instaladas à sombra do poder, as regras que tornam secretas decisões e práticas no mínimo suspeitas, a desautorização frequente de procedimentos exigíveis no chamado Estado Democrático de Direito. Em poucas palavras, a atribuição de mandato sem eleitores e a vitaliciedade que o acompanhará, caso admitido pelos brasileiros, é uma nova forma de prestigiar o crime e assegurar a impunidade dos que os cometem.

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