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Ontem e hoje

Em 2018, pouco se sabia sobre o atual Presidente que prometeu acabar com a reeleição, não o fez e hoje a disputa. Os da caserna e as vivandeiras (feliz expressão do general Castelo Branco) que a cortejam, sabiam mais. Afinal, o envolvimento do ex-camarada em projeto terrorista foi apurado intramuros e acabou da forma sempre arriscada quando a transparência é comprometida. Deu no que deu. O deboche internacional a que temos sido submetidos desde 1 de janeiro de 2019 só aparentemente não é maior que a tragédia vivida pela população, dentro do País. À morte de centenas de milhares de seres humanos em decorrência da ação ou omissão de agentes públicos acrescentam-se outros resultados de que os números correspondentes traçam nefasto perfil. Milhões de famílias voltaram ao território da fome, consumando a previsão de Josué de Castro: grande parte não dorme porque faminta; uns poucos não dormem com medo dos que não têm o que comer. Até setores empresariais costumeiramente acumpliciados aos que detêm o poder e as chaves do cofre sabem dos riscos corridos por seus próprios negócios, se drástica alteração nas relações sociais demorar. Mesmo a preferência por alimentar os de fora corre riscos. Pode reduzir, às vezes até impossibilitar os escandalosos lucros sempre auferidos. Há, hoje como ontem, os que ainda apostam no financiamento de instrumentos de tortura, como os houve no passado. Quando o talento empresarial se fazia de submissão, acumpliciamento e participação direta nas ações de lesa-humanidade, podiam aqueles setores até ignorar o Mundo em volta. A tecnologia que tanto tem agradado aos seus apetites, porém, trouxe com ela a relação mais intensa e próxima entre as nações. Só isso já bastaria para desaconselhar políticas temerárias, como as que deterioram e quase destruíram o prestígio de que desfrutávamos no cenário mundial. É nosso futuro, como povo, nação e Estado, que está em jogo.

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