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O grito em defesa da soberania

Três entidades da sociedade civil marcaram presença na luta contra a ditadura empresarial-militar de 1964 - a OAB, a CNBB e a Associação Brasileira de Imprensa. Imaginava-se que todas elas permaneceriam engajadas na defesa e aprofundamento do Estado Democrático de Direito, até que se pudesse alcançar a tranquilidade, a paz e o bem-estar de uma sociedade verdadeiramente democrática. Não tem sido assim, como se sabe. Advogados esquecem o contraditório, com o que hostilizam a democracia. A CNBB, que viu reduzido o pensamento crítico que deu base à teologia da libertação, nunca deixou de atuar criticamente, mas se viu assediada por seitas adesivas ao neoliberalismo. A ABI, onde anda? Porque tão discreta, que não diz palavra? Ainda bem que a Faculdade de Direito da USP, a faculdade do largo de São Francisco, anuncia a retomada de posição, no tabuleiro do poder. Com o apoio de mais de 200 outras entidades da sociedade civil, conseguiu reunir mais de 800 pessoas, em são Paulo. Mais uma vez, a tradicional faculdade dá a largada para o que pode ser a mais efetiva defesa de nossa soberania e a reafirmação da história da velha casa de ensino.

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